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Um ato de solidariedade ao pequeno Fernando

Por Redação |
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Em julho, Araçatuba ficou de luto com a morte do pequeno Matheus, que lutava contra a leucemia. Alguns meses depois, a família recebeu a notícia que o irmão gêmeo dele, Fernando, de 2 anos e 10 meses, estava com a mesma doença. Em meados de outubro, Fernando foi para Jaú para começar seu tratamento. Agora, a criança precisa de um transplante de medula óssea para se curar e para isso acontecer, precisa encontrar um doador compatível. Com toda a repercussão, um grupo de 34 voluntários, de Araçatuba, vai até Jaú, amanhã, doar sangue e fazer o cadastro para se tornar doador de medula óssea. A coordenadora do grupo, a doméstica Marli Neris Rodrigues Borges, explica que junto com sua filha, a universitária Luana Marques e seu primo Marcos Vinicius Adaes, resolveram mobilizar a cidade em prol ao pequeno Fernando. "Liguei para o Hemocentro de Araçatuba e me informaram que o sangue coletado aqui não poderia chegar até o Fernando. Então, resolvi lançar a campanha para ajudá-lo", conta. A partir de publicações nas redes sociais, as pessoas se comoveram com a causa, que ganhou espaços nos meios de comunicação de Araçatuba e, com isso, foram aparecendo mais voluntários. O grupo teve ajuda financeira para a viagem até Jaú, como o fretamento do ônibus, e a contribuição de algumas pessoas que não puderam ir ou não podem doar sangue, mas se sensibilizaram e pagaram para outros voluntários irem. "Houve empresas que nos ajudaram também", destaca Marli. Segundo ela, o grupo espera conscientizar as pessoas que doar sangue e medula óssea é importante. "Todos estamos sujeitos a isso e o caso do Nando foi a motivação para lutarmos contra a doença e ajudar ele. Não tem sensação e sentimento melhor do que o amor ao próximo. O amor de Deus é o que nos move e fazer o bem para quem está precisando", declara. Marli diz que está mantendo contato com o pai de Fernando, o gerente administrativo Edson Cézar de Souza, e com uma sobrinha dele, que de acordo com ela, já estão sabendo da movimentação. Ela conta que a mãe do menino, Kátia, está comovida com a ação e revelou que não tem palavras para agradecer o amor e carinho que o grupo está dando à família. COMOÇÃO A universitária Luana Marques, que foi uma das organizadoras do grupo, diz que acompanhar o caso do Matheus e a luta da família a comoveu. Vendo novamente a dor dos pais pela doença de Fernando, ela teve a certeza que deveria ajudar. Ela diz que se sente grata por poder ajudar de alguma forma os pais do menino. "Esse sentimento é o melhor que temos: fazer o bem sem receber nada em troca. Nós esperamos que a família alcance um resultado diferente do obtido com Matheus e eu acredito que com o Fernando vai ser tudo diferente. Ele será curado. Eu creio num desfecho totalmente feliz. Espero que mais pessoas se sensibilizem e façam parte desta história", finaliza. APELO Marli, Luana e Marcos fazem um apelo aos empresários e proprietários de empresas de ônibus para ajudarem nas próximas viagens que pretendem fazer, já que a ideia é se descolar a Jaú uma vez por mês. As pessoas que quiserem ajudar ou até participar da próxima viagem como doadoras voluntárias, podem entrar em contato com Marli pelo Whatsapp (18) 99139-3994 ou celular (18) 99136-7980.

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