Fabrício Fukase, de 36 anos, é um vencedor. Paratleta de jiu-jitsu, ele conquistou neste ano o primeiro e o segundo lugares nas duas etapas do International Pro de Jiu Jitsu, realizadas em fevereiro, em São Paulo, e em outubro, em Campinas. As colocações são o resultado de muito esforço e superação.
No auge da carreira como lutador de jiu-jitsu, em 2016, ele sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral), que o afastou dos tatames por um ano, mas graças ao amor pela modalidade e ao trabalho dos profissionais do CER (Centro Especializado em Reabilitação) Ritinha Prates, de Araçatuba (SP), o atleta conseguiu voltar a treinar e a participar de competições.
Agora, Fabrício Fukase é integrante da Federação Brasileira de ParaJiu-Jitsu, categoria composta por competidores que têm algum tipo de deficiência mental ou física. Essa modalidade para atletas com deficiência é considerada a mais inclusiva, pois possui 18 classificações funcionais. “Quando eu cheguei ao CER não conseguia ficar nem sentado na cadeira de rodas, e graças ao tratamento hoje consigo até ficar em pé e caminhar com o apoio de outra pessoa. E o mais importante é que consegui voltar a praticar o esporte que tanto amo”, comenta o atleta.
O coordenador do setor de fisioterapia do CER, Marcos Adriano Mantovan, conta que o objetivo da instituição é fazer com que o paciente recupere ao máximo a funcionalidade que tinha antes da patologia. “O Fukase começou a fazer o tratamento com a gente há cerca de um ano. Assim que chegou ao centro ele já deixou bem claro que o intuito era voltar a lutar. A nossa equipe ficou focada em ajudá-lo a conquistar esse objetivo.
Os nossos fisioterapeutas o estimularam ao máximo com atividades que simulavam os movimentos que ele precisava recuperar para poder voltar a praticar o jiu-jitsu e conseguimos ótimos resultados em um curto prazo. Hoje ele continua frequentando o CER duas vezes por semana para dar continuidade ao tratamento com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e com a psicóloga”, explica Mantovan.
Exemplo de superação, o paratleta continua lutando diariamente para conseguir continuar praticando o esporte que tanto ama. Os desafios continuam. O próximo é conseguir ir ao International Pro de Jiu Jitsu, em Abu Dhabi, no início do ano que vem. “Estou em busca de um patrocínio que me permita participar de mais competições, nas quais preciso pontuar bem, para me classificar e ir capital dos Emirados Árabes Unidos. Estou me esforçando ao máximo para que subir mais esse degrau”, finaliza Fukase.
Inaugurado em 2015, o CER Ritinha Prates é um ponto de atenção ambulatorial especializada em atendimento especializado em reabilitação, concessão, adaptação e manutenção de tecnologia assistiva, constituindo-se em referência para a rede de atenção à saúde no território. Todo o atendimento realizado no CER é realizado de forma articulada com os outros pontos de atenção da Rede de Atenção à Saúde, por meio de Projeto Terapêutico Singular, cuja construção envolverá a equipe, o usuário e sua família.
O equipamento da Aaerp (Associação de Amparo ao Excepcional Ritinha Prates) é direcionado ao atendimento de pessoas com deficiências auditiva, física e visual, de qualquer os sexos e idades encaminhadas pelos serviços de saúde da região de abrangência da DRS II (Departamento Regional de Saúde 2).
O objetivo é promover o estabelecimento e cumprimento das ações voltadas à qualidade de vida desse segmento, assegurando a igualdade de oportunidades às pessoas portadoras de deficiência. A garantia deverá resultar no provimento de condições e situações capazes de conferir qualidade de vida, com a plena observância do arcabouço legal específico, como é o caso do Decreto n.º 3.298/99 e a Política Nacional de Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência.
Atualmente, as capacidades mínimas definidas para atendimento mensal do CER Ritinha Prates são as seguintes: 200 usuários ao mês para reabilitação física, 150 para visual e 150 para auditiva, com 34 poetizações auditivas.
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