A Polícia Civil de Guararapes instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Fabrício Aparecido Antonioli, 32 anos, encontrado enforcado na casa dele na madrugada de domingo (30). Foram encontradas marcas de sangue no imóvel e havia uma faca, também com sangue, jogada no chão da cozinha, próxima ao corpo.
O corpo foi encontrado momentos depois de a polícia ser informada que havia uma caminhonete GM S-10 com placas de Andradina, acidentada e abandonada em um pasto no quilômetro 23 da estrada vicinal Ângelo Zancaner.
Os policiais encontraram o veículo bastante danificado na parte dianteira e também na parte traseira, mas o condutor do veículo não foi localizado. Próximo a ele havia um javaporco morto, aparentemente envolvido no acidente.
Em consulta à placa da caminhonete, os policiais constataram que ela pertence a uma empresa prestadora de serviço usina de açúcar e álcool Nova Unialcol e havia várias pessoas no local. Entre elas, havia um funcionário dessa empresa que contou à polícia que o veículo ficava com Antonioli, que também trabalhava na usina como encarregado de setor.
Essa testemunha contou que a vítima morava em uma fazenda próxima ao local do acidente e, minutos depois, outro homem que disse trabalhar com Antonioli, disse aos policiais que soube por um borracheiro que ele tinha sido encontrado enforcado na casa onde morava.
Os policiais foram até a residência e encontraram a vítima pendurada no telhado por uma corda presa ao pescoço e já sem vida. O homem que contou à polícia ter sido informado pelo borracheiro do enforcamento, revelou que morava com Antonioli na mesma casa.
Entretanto, alegou que saiu de casa por volta das 4h para trabalhar, antes de a vítima chegar à residência, por isso, não sabe o que pode ter acontecido.
As roupas de Antonioli estavam sujas de sangue e seriam periciadas junto com a faca e com a corda, também suja de sangue, que foram apreendidas.
O local do acidente de trânsito, a caminhonete e casa onde a vítima foi encontrada foram periciadas por equipe do IC (Instituto de Criminalística) e o corpo passou por exame necroscópico antes de ser liberado aos familiares para velório e enterro.
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