Nosso entrevistado da semana é Mohamed Husni Choucair ou como é mais conhecido Mamed Choucair. Chef de cozinha e publicitário, encontra na arte de cozinhar um prazer que o incentiva e projeta no mercado com um diferencial, a culinária libanesa, sua especialidade.
Com o sonho de expandir seu negócio para todo o Brasil, criando uma rede de restaurantes “Mamed Culinária Libanesa” curte o sucesso de seu empreendimento.
Apaixonado pela família e pelo trabalho, o araçatubense vibra com o resultado de suas deliciosas receitas. "Cozinhar é a arte de misturar os sabores. É o mais privado e arriscado ato. No alimento se coloca ternura ou ódio. Cozinhar não é serviço. Cozinhar é fazer poesia para ser degustada", diz ele.
Como começou sua história com a cozinha?
Acredito que o contato com a comida seja a nossa primeira relação de afeto. Desde cedo, o alimento nos liga à família, provoca reações como simpatia e aversão e, portanto, ajuda a contar a nossa história. Minha história com a cozinha começou dentro de casa, vendo minha mãe cozinhar. A comida sempre pontuou momentos especiais da minha vida.
Em se tratando de uma culinária elaborada, o que mais caracteriza, na sua visão, a cozinha de seus ancestrais?
A culinária libanesa é extraordinariamente diversa e possui especialidades próprias e adaptadas dos diferentes países ao seu redor. Com alimentos frescos e saborosos, os libaneses adaptaram o melhor da cozinha turca e da árabe, adereçando-lhe com um ar da francesa.
Com especialidade na culinária libanesa, de onde vem a inspiração para a criação dos pratos?
Minha inspiração vem do contato com outras culturas, através das viagens que sempre faço para degustar novos sabores.
Quais os critérios na seleção dos ingredientes para sua cozinha?
Ingredientes frescos e de alta qualidade.
Quais as receitas de maior sucesso e aceitação em seu menu?
Sem sombra de dúvida, são as nossas esfihas e o carneiro, tanto assado como grelhado, na forma de carré.
Como caracteriza sua cozinha atualmente, moderna, tradicional ou um mix?
Com certeza, um mix.
Como vê a cozinha mundial e brasileira neste momento?
A globalização e o fluxo de receitas facilitado pela internet fazem com que, hoje, tenhamos um intenso intercâmbio culinário no mundo. Porém, mesmo que a gastronomia mundial esteja em constante mudança - seja por conta da criação de novos pratos ou pela mudança de hábitos ou crenças alimentares – cada nação traz em seu currículo um prato que tenha resistido aos anos e se tornado um elemento indissociável da história de um determinado país ou região.
Em tempos de Copa do Mundo, preparou algo especial inspirado nos jogos, encontros ou na Copa em si?
Em nosso cardápio dispomos de diversas opções para se degustar durante os jogos, como as nossas pastas e a irresistível geleia de pimenta.
Qual o maior desafio para se tornar um chef?
Não tem atalho, não tem jeitinho, a cozinha é dedicação, muito mais transpiração do que inspiração. A inspiração vem e é preciso aprender a aproveitar esses momentos, entrar de cabeça sabendo o que é. Para ser um bom chef de cozinha é preciso estudar sempre, conhecer o máximo sobre comida e saber que se trata de um trabalho difícil e que requer bastante dedicação.
O que você mais aprecia na culinária brasileira?
A gastronomia brasileira é extremamente rica, com cores e sabores de chamar atenção de qualquer apreciador da boa comida. A diversidade de culturas da população tem enorme influência nessa qualidade, garantindo pratos que combinam detalhes da gastronomia de diferentes partes do mundo e uma singularidade característica da nossa miscigenação.
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