Brasil não aceita sanções contra a Venezuela, diz ministro de Relações Exteriores

Por Redação |
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O ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes, afirmou nesta terça-feira, 26, que o Brasil não vai impor sanções contra a Venezuela. "O Brasil não aceita sanções. Para nós, o tema da Venezuela está colocado onde deveria, na OEA (Organização dos Estados Americanos). Nós somos contra decisões unilaterais", disse. Nesta terça-feira, 26, em visita ao Brasil, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, disse que é preciso agir com mais firmeza em relação à Venezuela e defendeu medidas de isolamento do governo de Nicolás Maduro. "Eles têm posição muito firme e não coincide exatamente com a nossa", avaliou Aloysio. O ministro garantiu que o governo brasileiro vai "até onde quiser ir". Imigrantes Aloysio disse que houve avanços nas questões humanitárias e que vai trabalhar para que haja a união das famílias brasileiras que foram separadas na fronteira do país "o mais cedo possível". O ministro destacou que voltar para o Brasil ou não é uma decisão das famílias, mas aqueles que quiserem ficar nos EUA precisarão ter autorização judicial e alguém para acolhê-los. "O Brasil poderá, inclusive, buscar as crianças se essa for a decisão da família. Muitas crianças já estão encontrando abrigo na casa de parentes. Essa decisão é da família. Se quiserem, o presidente Michel Temer colocou os meios que temos à disposição", disse. Aloysio afirmou que não viu o discurso de Pence como uma forma de intimidação do governo brasileiro, e sim como um pedido para que a legislação dos EUA seja respeitada. "Ele quis dizer "respeitem a lei norte americana". E é verdade. Quem quiser vir para o Brasil também precisa respeitar a legislação brasileira(...) Mas a legislação deles tem esse efeito que consideramos cruel e estamos trabalhando para que filhos possam se encontrar com pais", destacou. O tema das crianças separadas dos pais, segundo Aloysio, foi o que mais demorou para ser tratado durante reunião do vice dos EUA com o presidente Michel Temer.

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