Periscópio

Periscópio - Jorginho Maluly anuncia pre-candidatura

Por Redação |
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O ex-prefeito de Mirandópolis e ex-deputado federal Jorginho Maluly (SD) divulgou ontem que é pré-candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele disse que recebeu convite de três partidos, mas que não pensava em retornar agora para a política. Porém, a carência de representantes de Araçatuba e região fez com que ele colocasse seu nome à disposição do partido. Jorginho disse que optou pelo Solidariedade por ter mais afinidade com seu perfil político, que é de centro, mais direcionado para o diálogo. Em seus cálculos, a região não tem representante há 14 anos, o que resultou em uma perda de R$ 150 milhões em emendas parlamentares. “Não estou dizendo que precisa ser eu, Jorginho. Mas é preciso ter alguém com esse vínculo (com a região)”, afirmou. Como os municípios não têm recursos próprios para fazer grandes obras, as emendas ajudam a realizá-las. A falta de representação de Araçatuba e região em Brasília e São Paulo se reflete quando se compara o desenvolvimento local com o de regiões como São José do Rio Preto, que têm políticos eleitos. Antes de disponibilizar seu nome para a pré-candidatura, Jorginho disse que avaliou se preservar para as próximas eleições municipais. Ele assinalou que tem grandes possibilidades de ser eleito em Mirandópolis e Guaraçaí. Embora não seja seu objetivo político, Jorginho comentou que existem chances, inclusive, em uma eleição para prefeito de Araçatuba, cargo que foi ocupado por seu pai, Jorge Maluly Netto, já falecido. Jorginho afirmou que é municipalista e que é necessário eleger candidatos comprometidos com a região, pois os problemas da cidade são levados para o prefeito e vereadores. Além disso, as prefeituras têm muitas responsabilidades e poucos recursos. Caso sua candidatura seja viabilizada e ele seja eleito, Jorginho falou que pretende discutir mudanças no pacto federativo, para melhorar a distribuição de recursos. Se for eleito, Jorginho quer retomar um projeto da época em que estava no Congresso Nacional, que destinava parte dos recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) para cidades que têm presídios, assim como acontece com municípios que abrigam hidrelétricas e são impactados por inundações. Para ele, embora a vinda de uma penitenciária seja boa para os municípios, pois gera empregos, ela causa também impactos negativos. Ele afirmou que o grande desafio da campanha deste ano vai ser reconquistar a confiança da população e que os postulantes vão ter que se basear em propostas, pois os eleitores não estão interessados em “política de favor” e que o debate agressivo não vai resolver os problemas. “Eles (os eleitores) não querem pisar no barro por causa de rua sem asfalto. Querem vagas em creche”, explicou Jorginho. Porém, Jorginho afirmou que não existe político “Harry Potter”, que resolve as coisas de um dia para o outro como se fosse mágica. Ele esclareceu que é preciso estabelecer prioridades e ir trazendo recursos com base nos problemas das cidades. Por isso, o conhecimento da realidade local é importante para os candidatos que forem pedir votos na região.

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