Araçatuba

Pastor é acusado de invadir escola e bater em criança

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Um pastor evangélico de 44 anos, morador na vila Industrial, em Araçatuba, é acusado de ter invadido uma escola estadual na tarde de quarta-feira (13) e agredido com um soco um estudante de 11 anos. Ele tem um filho da mesma idade que estuda nesta escola. O acusado registrou outro boletim de ocorrência, dizendo que apenas entrou na escola para falar com o estudante, que estaria perseguindo o filho dele. Segundo apurado pela Folha da Região, o caso aconteceu por volta das 13h30 na escola estadual Professora Nilce Maia Souto Melo, na vila Industrial. Um funcionário da escola contou à polícia que estava na sala dos professores quando viu o investigado no estacionamento, segurando a vítima pelo pescoço e sacudindo. A testemunha disse que começou a gritar e correu em direção ao estacionamento para socorrer o aluno. Uma equipe da Polícia Militar foi acionada e falou com o estudante que teria sido agredido. Ele contou que foi surpreendido pelo pai do outro aluno, que entrou no estacionamento de motos, foi até ele, o segurou pela camiseta e depois pela garganta. Segundo o menor, o investigado disse que se ele chegasse perto ou falasse do filho dele o "encheria de porrada". Após a ameaça, o pastor teria dado um soco na boca da criança, que teve ferimentos na parte interna. Por fim, o investigado teria ameaçado o estudante, dizendo que iria à casa dele caso falasse com alguém sobre o ocorrido. O filho do pastor também foi ouvido, confirmou ter visto o pai entrar na escola e ir conversar com a vítima, porém, alegou que estava longe e não viu o que aconteceu. Segundo os policiais militares que atenderam a ocorrência, quando eles chegaram à escola o pastor já havia saído. A direção da instituição convocou os responsáveis pelos alunos, que foram orientados sobre o registro do boletim de ocorrência. NEGA O pastor registrou um boletim de ocorrência ainda na tarde de quarta-feira, no 3.º Distrito Policial, no qual admite ter entrado na escola, mas nega ter agredido o aluno. Ele disse à polícia que há um histórico de conflito entre as duas crianças, e que o filho dele acusa o outro estudante de xingá-lo e de bater nele. Ele alegou que ao deixar o filho na escola, na quarta-feira, viu o outro estudante e acabou "tomando as dores". O pastor disse que se aproximou do menino e mandou que parasse de perseguir o filho dele, para deixá-lo em paz. Caso contrário, iria falar com o pai dele. O investigado confirmou ter segurado o estudante pela blusa e chacoalhado, mas apenas para ressaltar o que falava, sem intenção de machucá-lo. E falou ainda que a esposa dele foi chamada pela direção da escolha porque o filho tinha ficado abalado. Segundo o pastor, a esposa esteve duas vezes na escola anteriormente para cobrar providências da direção com relação à suposta perseguição ao filho do casal. Como nada foi feito, tomou essa "atitude desesperada".

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