A novela em relação à nova direção do PSL em Araçatuba parece ter chegado ao final. Ontem, os protagonistas do imbróglio, o empresário Rodrigo Andolfato e o sindicalista e vereador Denilson Pichitelli, estiveram juntos para divulgar uma composição que vai unir os dois grupos políticos. Ao lado deles, também participou do anúncio o PM aposentado e economista Evandro Everson Santos.
A nova comissão provisória da legenda no município deverá ser a seguinte: Pichitelli será o presidente, Santos o vice e Andolfato ocupará o posto de secretário-geral. Andolfato comentou que o PSL sempre esteve em boas mãos em Araçatuba e que a sigla sofreu uma grande modificação com a filiação do deputado federal Jair Bolsonaro, que é o presidenciável do partido. "Nesta nova fase, a gente sente que é necessária uma ampliação da democracia dentro do partido", falou o empresário.
Pichitelli disse que deseja que o PSL passe por uma transformação e que todos que vierem irão somar. "Não é racha. A união fortalece", assinalou o sindicalista. Ele contou que assumiu o partido em 2015 após muitas conversas com seu ex-presidente Roberto Siqueira, hoje no Pros. "Construímos um grupo e fizemos um vereador, que era nosso objetivo. A vinda do Bolsonaro mudou muito, trouxe oito deputados federais. (...) Vi neles (os grupos de Andolfato e Santos) a vontade que eles têm de mudança", disse o vereador.
ALINHAMENTO
Andolfato assinalou que não existe nenhuma contradição na união entre liberais e sindicalistas. "A única coisa que destoa entre os dois é a questão da obrigatoriedade da contribuição sindical, pois não concordamos com nada obrigatório. Acreditamos em taxas contributivas, que não são impostas, mas sim uma escolha. Do resto, não há nada de mais (contra os sindicalistas)", afirmou o empresário.
Sobre o lançamento de candidatos a deputado federal e estadual na região de Araçatuba, Andolfato disse que, mais importante do que essa questão é a necessidade de um alinhamento no time que vai apoiar Bolsonaro para presidente.
"O PSL não terá bons olhos para quem não pedir votos para o partido", afirmou Andolfato. Santos completou, dizendo que a atual falta de credibilidade dos partidos se deve à falta de alinhamento com o estatuto das legendas.
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