Opções não faltam aos eleitores da RMVale nestas eleições, pelo menos na quantidade. A região tem 158 candidatos registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para deputado estadual e federal. O levantamento foi feito por OVALE com os dados oficiais divulgados pelo TSE.
Para formar a lista, levou-se em consideração a cidade de nascimento do candidato ou sua atuação na região, seja profissional ou política. O número de candidatos neste ano é 13% superior ao da última eleição proporcional, em 2018, quando a região contou com 138 candidaturas, sendo 82 a deputado estadual e 56 a federal.
Com isso, fica a pergunta: tantos candidatos aumentam ou diminuem a chance de a região ampliar a sua representatividade política? Com 138 candidaturas em 2018, a região conseguiu eleger dois deputados estaduais -- Letícia Aguiar (PP) e Sergio Victor (Novo) - e reeleger o deputado federal Eduardo Cury (PSDB). Nada mais. No mesmo pleito, a região de Campinas elegeu oito deputados estaduais e cinco federais, 333% a mais do que a RMVale.
"Temos uma região riquíssima e precisamos ter mais representatividade política. Temos capacidade para eleger seis federais e nove estaduais, o que significa projetos para a região, emendas no orçamento. Podemos chegar a R$ 145 milhões por ano com emendas", afirmou Eliane Maia, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José dos Campos. A entidade e a Band Vale são parceiras de OVALE na campanha 'Voto que Vale', que visa fortalecer a representatividade política da região. Apoiam o movimento o Next7, a Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e Aorta Comunicação.
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ANÁLISE.
Um dos apoiadores da campanha, Izaias Santana (PSDB), prefeito de Jacareí, acredita que o número alto de candidatos diminui a chance de a região ampliar a sua representatividade. Para ele, o motivo é a viabilidade eleitoral, que não é a mesma para todos os postulantes. "Não basta o candidato ser do Vale, tem que ter a candidatura viável".
Para ser eleito deputado estadual, nas contas de Izaias, o candidato do Vale vai precisar de ao menos 50 mil votos. Na esfera federal o limite sobe para 70 mil votos.
"Essa densidade eleitoral é essencial. É preciso ter liderança política, participação em outras eleições e ser votado ou ter apoio de grupos ou movimento da sociedade que aumentem o volume de votos", afirmou o prefeito de Jacareí. "Se não tiver, o candidato cumpre dois papéis: ajudar o partido ou testar o nome para as eleições municipais, o que é um desserviço ao Vale."
Izaias chama de "vícios do sistema político" a atitude de lançar candidatos agora pensando em fazer nome para as eleições municipais ou ainda de partidos e políticos que incentivam candidaturas sem qualquer viabilidade eleitoral para minar a chance de adversários serem eleitos. "Tem interessado apenas na própria candidatura no futuro. Há muita mesquinhez e ausência de conscientização. O varejo não pode prevalecer".
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