Cerca de 600 educadores da Rede Municipal de Ensino de Piracicaba estão sendo capacitados para agir em situações de emergência nas escolas. O treinamento aborda técnicas de primeiros socorros, incluindo como proceder em casos de engasgo, parada cardíaca e convulsões. A formação é promovida pela Secretaria Municipal de Educação, com apoio do Núcleo de Educação e Urgência do Samu.
A programação prevê três turmas, com aproximadamente 200 profissionais cada, até novembro. O primeiro grupo participou da capacitação na segunda-feira (26). O objetivo é preparar professores e funcionários para reconhecer situações de risco e prestar os primeiros cuidados enquanto aguardam a chegada do atendimento especializado.
Segundo a coordenadora do Núcleo de Educação e Urgência do Samu, Juliana Baldan de Barros, o treinamento aborda procedimentos para situações de emergência envolvendo crianças e adultos. Ela explica que os protocolos de primeiros socorros seguem princípios semelhantes, mas as técnicas variam conforme a idade da pessoa atendida, o que torna a prática importante durante a formação.
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Durante a capacitação, os profissionais recebem orientações sobre como agir em casos de engasgo, parada cardíaca e convulsões. O conteúdo também inclui traumas, acidentes com animais peçonhentos e informações que devem ser transmitidas à equipe de emergência durante o acionamento do serviço.
A coordenadora Sangela Nascimento, da Escola Municipal Professor Aracy de Moraes Terra, destacou a importância de saber quais medidas tomar enquanto o socorro profissional não chega. A professora Elizabete Maria Câmara, da Escola Municipal Professora Ilda Jenny Stolf Nogueira, também ressaltou o valor da preparação, mesmo sem nunca ter precisado atender a uma emergência. Para ela, estar preparado pode fazer diferença caso uma criança precise de ajuda na escola.

Lei Lucas prevê capacitação em primeiros socorros
A formação segue a Lei Federal nº 13.722/2018, conhecida como Lei Lucas, que estabelece a capacitação em noções de primeiros socorros para professores e funcionários de estabelecimentos de ensino de educação básica e de recreação infantil, conforme as disposições legais.
A legislação foi criada após a morte de Lucas Begalli Farias, de 10 anos, em 2017. O menino se engasgou com um pedaço de lanche durante uma excursão escolar. O caso chamou a atenção para a importância da preparação de profissionais que acompanham crianças em ambientes educacionais.
Com a capacitação, a rede municipal busca ampliar o preparo das equipes escolares para responder a situações de emergência. A formação não substitui o atendimento especializado, mas orienta os profissionais sobre como agir até a chegada do socorro.