APÓS CHEIA DO RIO

Zoonoses orienta moradores da Rua do Porto sobre leptospirose

Por Redação | Jornal de Piracicaba |
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Divulgação
Ao todo, 80 residências e estabelecimentos comerciais receberam informações sobre prevenção e cuidados após o contato com água de enchentes
Ao todo, 80 residências e estabelecimentos comerciais receberam informações sobre prevenção e cuidados após o contato com água de enchentes

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Piracicaba realizou, na manhã desta quarta-feira (28), uma ação de orientação sobre leptospirose na região da Rua do Porto. O trabalho ocorreu após o transbordamento do Rio Piracicaba e complementa os serviços de limpeza executados pela Prefeitura. Ao todo, 80 residências e estabelecimentos comerciais receberam informações sobre prevenção e cuidados após o contato com água de enchentes.

Durante as visitas, os profissionais explicaram que a leptospirose é causada pela bactéria Leptospira, transmitida principalmente pelo contato com água e lama contaminadas pela urina de ratos e outros animais infectados. O risco de exposição aumenta em situações de alagamento.

Saiba mais:

A equipe também alertou para os sintomas, que podem surgir entre dois e 30 dias após o contato com a bactéria. Febre, dor de cabeça, dores musculares, principalmente nas panturrilhas, náuseas e vômitos estão entre os sinais da doença. Em quadros graves, podem ocorrer amarelamento da pele e dos olhos, além de comprometimento dos rins e do fígado.

Moradores relatam cuidados após enchentes

A iniciativa foi recebida por moradores que convivem com as cheias do rio há décadas. Márcia Rocha, de 68 anos, nasceu e mora na Rua do Porto e relatou que a família mantém medidas de prevenção após os alagamentos.

“Sempre usamos bota, orientamos as crianças e usamos água sanitária para limpar”, contou.

O irmão dela, Daniel Rocha, de 61 anos, também vive no bairro desde que nasceu. Segundo ele, na enchente mais recente, a água chegou ao quintal da residência. “Tem muito bicho que vem junto com a água”, afirmou.

Daniel, que já passou por cerca de 15 enchentes, também utiliza botas e água sanitária na limpeza após a descida do nível da água.

Prevenção exige cuidados durante a limpeza

O CCZ orienta a população a evitar o contato com água e lama de enchentes. Quando não for possível evitar a exposição, a recomendação é utilizar botas e luvas impermeáveis durante a limpeza.

Outras medidas incluem não deixar lixo acumulado, proteger alimentos e água contra contaminação e manter os animais domésticos vacinados conforme as orientações de um médico-veterinário.

A ação também passou por restaurantes e outros estabelecimentos comerciais da região. Victor Nascimento, funcionário de um dos locais visitados, recebeu orientações sobre os cuidados necessários. A veterinária Renata Rolim, integrante do CCZ, pediu que o material informativo fosse colocado em um ponto visível para facilitar o acesso de funcionários e clientes.

Além da Rua do Porto, equipes levaram informações preventivas a estabelecimentos comerciais localizados na Estrada do Bongue.

A coordenadora do CCZ, Aline Reis, explicou que a iniciativa integra as medidas adotadas após a enchente, reunindo a limpeza dos espaços atingidos e a orientação da população.

Quando procurar atendimento médico

Pessoas que apresentarem sintomas após contato com água ou lama de enchente devem procurar uma unidade de saúde e informar sobre a exposição. O relato ajuda os profissionais a avaliar o caso e definir a conduta adequada.

A orientação é importante porque os sinais da leptospirose podem aparecer dias após o contato com a água contaminada.

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