SAÚDE PÚBLICA

Piracicaba facilita acesso a especialistas na rede pública; Veja

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/CCS
Pelo Projeto Viva, médicos complementam atendimento ao paciente. Na foto, a médica Maria Virgínia Braggio Ferreira.
Pelo Projeto Viva, médicos complementam atendimento ao paciente. Na foto, a médica Maria Virgínia Braggio Ferreira.

Pacientes atendidos nas unidades de saúde de Piracicaba poderão ter seus casos discutidos com médicos especialistas por meio de consultas por vídeo entre profissionais. A iniciativa faz parte do Projeto Viva, que busca agilizar decisões clínicas e facilitar o acesso a exames na rede municipal de saúde.

Um exemplo já ocorreu na UBS Vila Cristina. Durante o atendimento, a médica Maria Virgínia Braggio Ferreira identificou uma alteração no pé de um paciente e recorreu a um cirurgião vascular por meio de uma interconsulta virtual. A conversa permitiu receber orientações sobre a conduta médica, a prescrição de um medicamento e a necessidade de realizar uma ultrassonografia com Doppler.

Pelo fluxo anterior, a médica não poderia solicitar diretamente esse exame naquela situação. Com a orientação do especialista, foi possível encaminhar o pedido. Segundo Maria Virgínia, a experiência pode tornar o atendimento mais resolutivo e diminuir o tempo necessário para obter orientações especializadas. Ela também já realizou interconsultas nas áreas de ortopedia, gastroenterologia e dermatologia.

VEJA MAIS:


  • Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real. 

Como funciona o Projeto Viva

A proposta é permitir que médicos da Atenção Primária, que atendem os pacientes nas unidades de saúde, discutam casos com especialistas de outras áreas sem depender necessariamente de uma consulta presencial prévia com esses profissionais. A partir da avaliação conjunta, os médicos podem definir a conduta mais adequada para cada situação. Quando necessário, o encaminhamento para atendimento especializado continua sendo uma possibilidade.

O projeto também prevê mudanças nos processos de solicitação e realização de exames, com a revisão de etapas que podem prolongar o intervalo entre o pedido médico e o procedimento. A intenção é simplificar o percurso do paciente na rede municipal, embora ainda não tenham sido divulgados dados sobre redução do tempo de espera ou das filas.

O Projeto Viva começou a funcionar em 1º de outubro, inicialmente em oito unidades-piloto. A previsão é incorporar outras oito unidades até o final de outubro e alcançar 30 unidades da rede municipal até 30 de novembro.

A expansão será acompanhada da avaliação dos resultados e da experiência dos profissionais, para identificar ajustes necessários e orientar a ampliação do modelo. O objetivo é integrar o trabalho das equipes de saúde e facilitar o acesso da população às orientações especializadas e aos procedimentos necessários para investigar e acompanhar problemas de saúde.

Comentários

Comentários