TEMPO EXTREMO

Supertufão é a tempestade mais forte do ano; Brasil corre risco?

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
O supertufão Champi se tornou a tempestade mais forte de 2026, com rajadas de até 360 km/h e intensidade equivalente à categoria 5.
O supertufão Champi se tornou a tempestade mais forte de 2026, com rajadas de até 360 km/h e intensidade equivalente à categoria 5.

O supertufão Champi se tornou a tempestade tropical mais intensa do planeta em 2026 e chamou a atenção pela força dos ventos, que podem atingir rajadas de até 360 km/h. O sistema alcançou intensidade equivalente à categoria 5 da escala Saffir-Simpson, utilizada para classificar furacões, e avança pelo Pacífico Ocidental. A evolução do fenômeno mantém autoridades meteorológicas em alerta diante da possibilidade de impactos em áreas costeiras da Ásia. Mas será que o ciclone também pode afetar o Brasil?

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A intensidade do Champi está relacionada a uma combinação de condições favoráveis no oceano e na atmosfera. A temperatura da superfície do mar, próxima de 30°C, fornece energia para o desenvolvimento do ciclone, enquanto a elevada umidade contribui para a formação de nuvens carregadas e tempestades. Outro fator importante é o baixo cisalhamento vertical do vento, que ajuda a manter a estrutura do sistema organizada e favorece sua intensificação.

O fenômeno também registrou pressão atmosférica central de 895 hectopascais (hPa), um valor associado a ciclones tropicais extremamente intensos. Na escala Saffir-Simpson, a categoria 5 representa o nível máximo de classificação, definido pela velocidade dos ventos sustentados. Embora o Champi tenha atingido essa intensidade, a força de sistemas tropicais pode variar ao longo de sua trajetória, dependendo das condições encontradas durante o deslocamento.

A atuação de fatores climáticos de maior escala também faz parte do contexto meteorológico do Pacífico. O El Niño, por exemplo, pode alterar a circulação atmosférica e as condições oceânicas, influenciando a atividade dos ciclones tropicais. No entanto, não é possível atribuir diretamente a intensidade do Champi a esse fenômeno sem uma análise específica. A combinação entre águas quentes, umidade e condições favoráveis na atmosfera é fundamental para compreender como sistemas desse porte se desenvolvem.

A atenção meteorológica está concentrada no Pacífico Ocidental, principalmente em áreas de Taiwan, na costa leste da China e no norte das Filipinas. A passagem ou aproximação de um ciclone dessa intensidade pode provocar ventos destrutivos, chuvas volumosas e ondas elevadas. Dependendo da trajetória, os efeitos também podem incluir alagamentos e deslizamentos de terra, sobretudo em locais vulneráveis a temporais intensos.

As projeções meteorológicas divulgadas em 21 de outubro indicam que a maior aproximação do Champi em relação a Taiwan pode ocorrer entre sexta-feira (23) e sábado (24). Os modelos, porém, apresentam diferenças quanto ao caminho do sistema. Alguns indicam uma passagem pelo leste ou sudeste da ilha, enquanto outros apontam uma trajetória ao norte, com possibilidade de avanço posterior em direção à costa chinesa. Por isso, o cenário ainda depende da atualização das previsões.

Em relação ao Brasil, as informações disponíveis sobre a trajetória do Champi não apontam risco de impacto direto. O ciclone está no Pacífico Ocidental, e as áreas que aparecem nas projeções de maior preocupação ficam na Ásia. Após atingir seu pico de intensidade, o sistema também apresenta tendência de enfraquecimento, com possibilidade de recuar para níveis equivalentes às categorias 3 ou 4. Mesmo assim, a redução da força não elimina os riscos de ventos intensos, chuvas fortes e agitação marítima nas regiões próximas ao seu deslocamento.

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