VAI PESAR O BOLSO

Preço da carne vai aumentar e bater novo recorde; Veja

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
A arroba do boi gordo pode ultrapassar R$ 370 e levar o preço da carne a um novo recorde.
A arroba do boi gordo pode ultrapassar R$ 370 e levar o preço da carne a um novo recorde.

O preço da carne bovina deve continuar subindo e pode atingir um novo recorde no mercado brasileiro. A pressão vem principalmente da menor oferta de gado destinado ao abate, enquanto a demanda segue firme. Com isso, a arroba do boi gordo pode ultrapassar R$ 370, segundo a avaliação apresentada no material-base, elevando também a preocupação com os preços pagos pelo consumidor.

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que o boi teve valorização durante 24 dias consecutivos em setembro. Na primeira semana de outubro, a alta acumulada chegou a 2,5%. O movimento reforça a tendência de valorização da matéria-prima utilizada na produção de carne bovina.

As negociações na B3 também indicam expectativa de preços ainda mais elevados nos próximos meses. Os contratos citados no levantamento apontam a arroba em torno de R$ 400 em novembro e em patamar ainda superior em dezembro. Trata-se de uma referência do mercado futuro, e não de uma garantia de que esse valor será efetivamente praticado no mercado físico.

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Oferta menor mantém pressão sobre os preços

A menor disponibilidade de animais para abate é apontada como um dos principais fatores por trás da valorização do boi gordo. Ao mesmo tempo, o consumo pode ganhar força em períodos de pagamento de salários, aumentando a pressão sobre uma oferta que já está mais restrita.

Para o consumidor, a consequência pode aparecer no preço dos cortes encontrados nos supermercados e açougues. Caso a valorização do boi continue, a carne bovina tende a sofrer novas pressões, deixando cortes mais procurados, como a picanha, ainda mais distantes do orçamento de parte das famílias.

O cenário também merece atenção porque a alta não ocorre de forma isolada no mercado de proteínas. O material aponta avanço nos preços de carnes de frango e suína, enquanto café e açúcar também enfrentam movimentos de valorização no mercado internacional. No caso do açúcar, as chuvas no Brasil podem afetar o ritmo da colheita e da produção, enquanto o café segue influenciado pela relação entre oferta, consumo e estoques mundiais.

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