O preço da carne bovina deve continuar subindo e pode atingir um novo recorde no mercado brasileiro. A pressão vem principalmente da menor oferta de gado destinado ao abate, enquanto a demanda segue firme. Com isso, a arroba do boi gordo pode ultrapassar R$ 370, segundo a avaliação apresentada no material-base, elevando também a preocupação com os preços pagos pelo consumidor.
Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que o boi teve valorização durante 24 dias consecutivos em setembro. Na primeira semana de outubro, a alta acumulada chegou a 2,5%. O movimento reforça a tendência de valorização da matéria-prima utilizada na produção de carne bovina.
As negociações na B3 também indicam expectativa de preços ainda mais elevados nos próximos meses. Os contratos citados no levantamento apontam a arroba em torno de R$ 400 em novembro e em patamar ainda superior em dezembro. Trata-se de uma referência do mercado futuro, e não de uma garantia de que esse valor será efetivamente praticado no mercado físico.
VEJA MAIS:
- iPhones e esmeraldas entram em leilão da Receita em SP
- Idoso compra roupa por R$ 10 e leva chute na cabeça de vendedor
- Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real.
Oferta menor mantém pressão sobre os preços

A menor disponibilidade de animais para abate é apontada como um dos principais fatores por trás da valorização do boi gordo. Ao mesmo tempo, o consumo pode ganhar força em períodos de pagamento de salários, aumentando a pressão sobre uma oferta que já está mais restrita.
Para o consumidor, a consequência pode aparecer no preço dos cortes encontrados nos supermercados e açougues. Caso a valorização do boi continue, a carne bovina tende a sofrer novas pressões, deixando cortes mais procurados, como a picanha, ainda mais distantes do orçamento de parte das famílias.
O cenário também merece atenção porque a alta não ocorre de forma isolada no mercado de proteínas. O material aponta avanço nos preços de carnes de frango e suína, enquanto café e açúcar também enfrentam movimentos de valorização no mercado internacional. No caso do açúcar, as chuvas no Brasil podem afetar o ritmo da colheita e da produção, enquanto o café segue influenciado pela relação entre oferta, consumo e estoques mundiais.