Com a definição do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), os candidatos que ficaram pelo caminho começaram a indicar como pretendem se comportar na reta final da eleição presidencial. Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) não declararam apoio a nenhum dos dois, enquanto Romeu Zema (Novo) sinalizou oposição ao PT.
O resultado do primeiro turno dá dimensão ao peso desses eleitorados. Cury terminou em terceiro, com 2,89% dos votos, seguido por Renan, com 2,24%, Caiado, com 2,18%, e Zema, com 0,27%. Somados, os três primeiros concentraram mais de 8,7 milhões de votos, embora isso não signifique que esse eleitorado será automaticamente transferido para um dos candidatos que avançaram à segunda etapa.
Entre os quatro, Zema foi quem apresentou a sinalização mais clara. O candidato do Novo afirmou que permanecerá em oposição ao PT caso o partido esteja na disputa do segundo turno, mas não citou nominalmente Flávio Bolsonaro. A manifestação ocorreu enquanto Zema também comemorava o desempenho do Novo nas eleições legislativas e a manutenção do partido dentro da cláusula de barreira.
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Cury, Renan e Caiado evitam escolher um lado
Cury, terceiro colocado, decidiu não indicar preferência entre Lula e Flávio. O candidato do Avante também informou que pretende se afastar da política após a eleição e defendeu que as propostas apresentadas durante sua campanha possam ser consideradas pelo vencedor da disputa presidencial.
Renan Santos adotou uma postura semelhante, mas deixou seus eleitores livres para decidir individualmente o voto no segundo turno. O candidato do Missão afirmou que não fará campanha para nenhum dos dois nomes nem defenderá o voto nulo, ao mesmo tempo em que indicou que pretende continuar a atuação política por meio da construção do próprio partido.
Já Ronaldo Caiado inicialmente condicionou qualquer posicionamento a uma conversa com a direção nacional do PSD. O partido, posteriormente, decidiu liberar os diretórios estaduais para construírem suas próprias posições sobre o segundo turno, deixando aberta a possibilidade de alianças diferentes entre os estados.