DESPEDIDA

Morre aos 17 anos Tsuyu, primeiro mascote do JP

Por Nani Camargo |
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/JP
Tsuyu foi o primeiro a chegar no JP e era adorado pelos funcionários
Tsuyu foi o primeiro a chegar no JP e era adorado pelos funcionários

Morreu no dia 28 de julho, aos 17 anos, o primeiro mascote do Jornal de Piracicaba, o gato Tsuyu. Presente na rotina diária da redação e de todos os departamentos da empresa, Tsuyu chegou ainda bebê à antiga sede do jornal, no prédio da avenida Luciano Guidotti. Morreu, literalmente, de velhice - há tempos andava debilitado devido à idade.

A ideia de trazer felinos para o ambiente de trabalho foi do diretor responsável pelo JP, Marcelo Batuíra Losso Pedroso, típico ailurófilo, um gateiro de carteirinha. O JP foi pioneiro na imprensa local ao aderir à política 'pet friendly' e comprovou o que pesquisas no mundo todo já mostraram: que animais trazem felicidade a homens e mulheres e, também, na vida profissional.

Voltando a Tsuyu, o mascote era adorado por todos. Circulava livremente onde estavam os funcionários para ganhar carinho. Gostava ficar ao lado de repórteres 'lendo' as matérias sendo escritas no computador. Miava quando queria beber água da torneira do banheiro. E travava brigas homéricas com seu melhor amigo, o Nikko, um frajola simpático e 'gente' boa que morreu em 30 de outubro de 2020. Nikko foi o segundo mascote do JP, também resgatado bebê por Marcelo Batuíra. Há quem diga que Tsuyu nunca mais foi mesmo após a partida do amigo.

Tsuyu também era um dos principais companheiros do colaborador do JP Gilberto Basso. “Todo dia ao entrar no JP e ver meu amigo, o gato Tsuyu, esperando-me miando desesperadamente a espera de um afago me deixa muito feliz. Fico muito mais disposto a enfrentar os problemas do dia a dia", comentava Gilberto a quem perguntava sobre a presença do felino.

Tanto Tsuyu quanto Nikko eram chamados de "chefes de reportagem" pela Redação. Porque eram presentes, amigos e fiéis e mantinham sempre o sigilo da fonte!

"Seu nome vem da típica chuva de verão, aquela forte e rápida que derruba as ameixas dos pés no Japão. Tsuyu nasceu no verão e morreu em pleno inverno, 17 anos depois. Uma vida longa para um felino literato", diz Marcelo Batuíra.

Tsuyu morreu na manhã da terça-feira de 28 de julho. Passou o dia anterior com respiração ofegante e logo cedo, a veterinária de quem ele era paciente veio busca-lo. Não deu tempo. Deixou esse mundo no caminho da consulta.

Agora, a Redação terá o desafio de nomear outro 'chefe de reportagem'. E já tem candidatos fortes ao cargo na fila. Também moram na sede do JP, na avenida Itália, mais quatro felinos: Cenoura, Pudim, Yuki e Pampa. O quarteto, no entanto, ainda se recupera do 'baque' pela morte de Tsuyu.

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