Com a chegada do período de declaração do Imposto de Renda 2026, muitos contribuintes ainda têm dúvidas sobre quais despesas podem ser abatidas e como reduzir o valor do imposto devido dentro da lei. As regras da Receita Federal seguem permitindo deduções importantes, especialmente nas áreas de saúde e educação — mas com limites e exigências específicas.
Além disso, especialistas alertam: escolher entre declaração simplificada ou completa pode fazer diferença significativa no bolso.
Quem precisa declarar em 2026?
Antes de pensar nas deduções, é fundamental saber se há obrigatoriedade de entrega. Devem declarar contribuintes que, em 2025:
- Tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584
- Receberam rendimentos isentos ou tributados na fonte acima de R$ 200 mil
- Possuíam bens acima de R$ 800 mil até dezembro
- Realizaram operações em bolsa ou tiveram ganho de capital
- Obtiveram receita rural superior a R$ 177.920
Também entram na lista quem teve rendimentos no exterior, atualizou bens ou passou à condição de residente no Brasil.
Simplificada ou completa: qual escolher?
O modelo simplificado garante desconto padrão de 20% sobre a renda tributável, limitado a R$ 16.754,34. Essa opção substitui todas as deduções legais.
Já a declaração completa é mais vantajosa para quem teve gastos elevados ao longo do ano, principalmente com saúde e dependentes, permitindo abatimentos detalhados.
Despesas médicas: sem limite de dedução
Um dos principais atrativos da declaração completa é a possibilidade de deduzir integralmente gastos com saúde. Entre eles:
- Consultas com médicos, dentistas e psicólogos
- Exames laboratoriais e serviços radiológicos
- Internações hospitalares e planos de saúde
- Próteses, aparelhos ortopédicos e cirurgias (inclusive plásticas com finalidade de saúde)
Também podem ser incluídas despesas hospitalares que envolvam profissionais como nutricionistas ou enfermeiros, desde que constem na nota fiscal.
Por outro lado, não entram na conta gastos reembolsados por seguro, acompanhantes ou serviços fora do contexto médico reconhecido.
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Educação: limite anual exige atenção
Diferente da saúde, os gastos com educação têm teto de dedução. Em 2026, o valor máximo é de R$ 3.561,50 por pessoa.
Podem ser abatidos custos com:
- Ensino infantil e pré-escola
- Ensino fundamental e médio
- Graduação e pós-graduação
- Ensino técnico e profissionalizante
- Educação de Jovens e Adultos (EJA)
Ficam de fora despesas com cursos de idiomas, atividades esportivas, materiais escolares, transporte e equipamentos eletrônicos.
Documentação é essencial
Para evitar problemas com a malha fina, é obrigatório guardar comprovantes detalhados. Os documentos devem conter:
- Nome e CPF ou CNPJ do prestador
- Identificação de quem pagou e de quem recebeu o serviço
- Data de emissão e descrição do serviço
A ausência dessas informações pode levar à rejeição da dedução pela Receita.
Erros comuns podem custar caro
Entre os deslizes mais frequentes estão:
- Informar despesas sem comprovação
- Declarar valores duplicados
- Incluir gastos não permitidos como dedução
- Não revisar dados na declaração pré-preenchida
A recomendação é conferir tudo com atenção antes do envio, já que inconsistências podem resultar em multa ou retenção na malha fina.
Planejamento faz diferença
Entender as regras e organizar os comprovantes ao longo do ano são atitudes que ajudam a reduzir o imposto devido de forma legal. Com as deduções corretas, o contribuinte pode pagar menos — ou até aumentar o valor da restituição.