29 de setembro de 2026
POLÊMICA

Flávio compara acusação sobre Nossa Senhora à facada no pai

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Maura Martins/TV Brasil
Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, comparou a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida à facada sofrida por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral de 2018. A declaração foi feita na noite dessa segunda-feira (28), durante participação no SantoFlow Podcast, voltado ao público católico.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

Ao comentar a informação falsa de que teria a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, Flávio afirmou que considera a repercussão do episódio uma espécie de “facada” contra ele.

“Eu tenho a convicção de que tentaram matar o meu pai porque viram que ele já era presidente do Brasil em 2018. Por isso foram para tentar eliminá-lo. Foi aquela facada, lá em Juiz de Fora... Para você ver, mais uma vez. Eu acho que eu posso considerar uma espécie de facada essa fake news em mim”, afirmou.

Durante a entrevista, o senador voltou a responsabilizar o PT pela disseminação do conteúdo. Segundo ele, estava em Minas Gerais, jogando futebol, quando tomou conhecimento da informação e pediu à sua equipe que verificasse a origem da publicação.

“Como é que isso ganhou corpo? Como é que isso foi propagado com tanta velocidade?”, questionou.

Leia mais: Eleição: Nossa Senhora Aparecida se torna pivô de racha no STF

Leia mais: Nossa Senhora Aparecida no centro da disputa entre Lula e Flávio

Leia mais: Basílica adota silêncio sobre polêmica envolvendo N. S. Aparecida

Imagem de Nossa Senhora

Horas antes da participação no podcast, Flávio Bolsonaro havia levantado uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante uma caminhada de campanha no centro de São Paulo. O candidato estava acompanhado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também disputa a reeleição.

A imagem foi entregue por um apoiador durante o ato. Flávio e Tarcísio a ergueram juntos diante de integrantes da campanha e apoiadores.

Flávio também agradeceu à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pela nota divulgada sobre o episódio. A entidade afirmou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral e declarou que “a mentira não se combate com outra mentira”.

Entenda a polêmica

A controvérsia ganhou força após a circulação nas redes sociais de uma informação segundo a qual Flávio Bolsonaro apoiaria a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

O candidato nega essa intenção. A informação foi associada a uma declaração feita anteriormente por Flávio, na qual afirmou que, se eleito presidente, decretaria que o Brasil “é do Senhor Jesus Cristo”. A publicação viralizada, porém, relacionou a fala a um projeto que não está em tramitação com esse objetivo.

A origem do conteúdo também foi relacionada a um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Professor Victório Galli, que previa alterações na legislação referente ao feriado de 12 de outubro. A proposta acabou arquivada em 2022.

Em meio à repercussão, Flávio acusou integrantes da CNBB de terem ajudado a disseminar a informação, além de atribuir a articulação ao PT. A entidade católica negou envolvimento e rejeitou qualquer vínculo político-partidário.

A disputa também chegou à Justiça Eleitoral e ao STF (Supremo Tribunal Federal), envolvendo decisões sobre publicações relacionadas ao caso e os limites da liberdade de expressão durante a campanha.

* Com informações do G1 SP