O Santuário Nacional de Aparecida não se manifestou até esta segunda-feira (28) sobre a polêmica que colocou Nossa Senhora Aparecida no centro da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
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A controvérsia ganhou força nas redes sociais na reta final da campanha e envolveu também a Justiça Eleitoral e a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
O caso começou após declarações de Flávio sobre Jesus Cristo. Em agosto, o candidato afirmou que, se eleito, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.
Na sequência, passou a circular nas redes sociais uma informação falsa de que ele pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Flávio negou a intenção e classificou o conteúdo como fake news.
A origem do boato foi associada a um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli (MT). A proposta previa mudar a legislação que reconhece Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, mas não tinha relação com Flávio Bolsonaro. O projeto foi rejeitado e arquivado em 2008.
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Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou a retirada de publicações que relacionavam Flávio ou integrantes de sua família à suposta intenção de retirar o título da santa. Mendonça considerou a informação “notoriamente inverídica”.
Dois dias depois, porém, o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), cassou a decisão e determinou o restabelecimento de uma publicação sobre Nossa Senhora Aparecida. Para Dino, a medida anterior restringia as liberdades de expressão e religiosa.
A CNBB também entrou na discussão após Flávio afirmar que pessoas ligadas à entidade teriam ajudado a disseminar a informação falsa. Em nota divulgada nesta segunda, a conferência negou participação na produção, autorização ou divulgação de desinformação eleitoral.
Enquanto a disputa se espalha pelas redes sociais, o Santuário Nacional de Aparecida, principal símbolo católico da cidade e local de devoção à Padroeira do Brasil, mantém silêncio sobre o episódio.
A polêmica ocorre às vésperas de 12 de outubro, quando milhões de fiéis celebram Nossa Senhora Aparecida, e recoloca Aparecida no centro do debate sobre religião e política durante a eleição presidencial.
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