A família da universitária Lívia Berthoud, de 23 anos, agradeceu as orações e manifestações de solidariedade recebidas após o feminicídio que chocou Pindamonhangaba e o Vale do Paraíba.
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A jovem, estudante de Direito da Unitau (Universidade de Taubaté), foi morta a tiros na manhã desta segunda-feira (10), segundo a investigação, pelo ex-namorado, que já tinha sido alvo de uma medida protetiva.
“Agradecemos, desde já, todas as orações e manifestações de solidariedade nesse momento de dor e despedida”, afirmou a família em comunicado divulgado após a morte. A família também confirmou as cerimônias de despedida da jovem em Pindamonhangaba.
A morte de Lívia também provocou manifestações de pesar no meio acadêmico. A Associação Atlética Acadêmica e o Diretório Acadêmico de Direito da Unitau lamentaram a perda da estudante e prestaram solidariedade aos familiares, amigos e colegas.
“Manifestamos nossos mais sinceros sentimentos à sua família, aos seus amigos e colegas de faculdade. Que sua memória seja sempre lembrada com carinho e respeito”, divulgaram as entidades.
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Em meio à dor provocada pelo assassinato, familiares de Lívia agradeceram as mensagens recebidas desde a confirmação da morte da jovem. Nas redes sociais, amigos e pessoas próximas também publicaram homenagens e destacaram a personalidade alegre da universitária.
Lívia era estudante de Direito e tinha o sonho de seguir carreira na advocacia. Aos 23 anos, era descrita por pessoas próximas como uma jovem cheia de vida, ligada à família e aos amigos e com diversos planos para o futuro.
“Como pode alguém fazer essa maldade com alguém tão cheia de vida?”, escreveu uma pessoa próxima nas redes sociais.
Outra mensagem destacou os sonhos interrompidos pela violência: “Que tragédia, tão nova e vem um covarde e acaba com os sonhos!”.
As homenagens também foram acompanhadas por pedidos de justiça e pela expectativa de que a investigação esclareça completamente as circunstâncias do crime.
O feminicídio aconteceu por volta das 9h desta segunda-feira, na Rua São Sebastião, na região do Parque São Domingos, em Pindamonhangaba.
Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram chamados após relatos de disparos de arma de fogo e encontraram Lívia caída na via. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, mas a morte foi constatada ainda no local.
A perícia identificou aproximadamente três a quatro lesões provocadas por disparos. O corpo da universitária foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Taubaté para exame necroscópico.
As informações reunidas durante as primeiras diligências apontam que Lívia havia saído de uma academia e teria sido seguida pelo ex-namorado por alguns metros antes de ser atingida pelos tiros.
Um dos principais elementos apontados no boletim de ocorrência é que Lívia já havia procurado a polícia por violência doméstica e possuía uma medida protetiva de urgência contra o ex-namorado, Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos.
De acordo com relatos de familiares registrados pela polícia, Carlos Eduardo não aceitava o fim do relacionamento e já teria feito ameaças de morte contra a jovem.
O histórico de violência doméstica e a existência da medida protetiva serão analisados pela Polícia Civil. A investigação também deverá apurar se houve eventual descumprimento da ordem judicial antes do assassinato.
Mensagens, registros anteriores e outros elementos relacionados ao relacionamento do casal poderão ser incorporados ao inquérito.
Após o assassinato, policiais localizaram Carlos Eduardo em um apartamento em um condomínio no bairro Bela Vista, em Pindamonhangaba.
Um Chevrolet Prisma prata relacionado ao investigado estava estacionado em frente ao condomínio. Segundo o boletim, o motor ainda estava quente, indicando que o veículo havia sido utilizado recentemente.
Os policiais fizeram um cerco ao imóvel após receberem a informação de que o homem poderia estar armado. A equipe tentou convencê-lo a abrir a porta e conseguiu visualizá-lo por uma janela.
Segundo o registro policial, Carlos Eduardo estava ferido e coberto de sangue. Os policiais conseguiram retirá-lo do apartamento sem resistência.
Ele recebeu atendimento do Samu e foi levado ao Pronto-Socorro Municipal de Pindamonhangaba.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, Carlos Eduardo indicou aos policiais que o revólver estava sobre o gabinete da pia do banheiro.
No local, foi encontrado um revólver Taurus calibre .38 com quatro munições deflagradas no tambor.
A arma foi apreendida e encaminhada para perícia. A Polícia Civil também solicitou exame residuográfico nas mãos do investigado, procedimento que poderá auxiliar na apuração sobre eventual disparo de arma de fogo.
A perícia deverá comparar os vestígios encontrados no apartamento com aqueles recolhidos no local onde Lívia foi assassinada.
Um dos elementos que chamaram a atenção dos policiais durante a ocorrência foi encontrado no banheiro do apartamento.
Segundo o boletim, havia respingos de sangue no ambiente e o nome de Lívia estava escrito com o dedo no espelho.
O vestígio foi preservado para análise pericial. A Polícia Científica deverá confrontar esse material com os demais elementos encontrados no imóvel e na cena do feminicídio.
O nome escrito no espelho é tratado como um vestígio da investigação e, isoladamente, não permite determinar a motivação do crime ou toda a dinâmica dos acontecimentos.
Além do revólver, policiais apreenderam celulares, incluindo um aparelho que pertencia a Lívia e outro relacionado ao investigado.
Também foram recolhidos uma camisa, uma carta manuscrita de duas páginas, datada de 12 de abril de 2026, uma cartela vazia de medicamento e pequenas porções de uma substância com aparência de maconha.
O boletim não divulga o conteúdo da carta nem estabelece, nesta fase, relação entre os objetos apreendidos e a motivação do feminicídio.
Os celulares poderão ajudar na reconstrução da relação entre Lívia e Carlos Eduardo e dos momentos que antecederam o assassinato, conforme os procedimentos legais aplicáveis.
Após se ferir, Carlos Eduardo foi levado ao Pronto-Socorro Municipal de Pindamonhangaba. Segundo o relato policial, ele estava intubado, sob escolta da Polícia Militar e sem condições clínicas de prestar depoimento no momento da elaboração do boletim.
Mesmo internado, o homem recebeu voz de prisão em flagrante por feminicídio.
Os atos que dependem da participação do investigado deverão ocorrer quando houver condições clínicas para isso.
A Polícia Civil ficará responsável pelo andamento das investigações, que deverão esclarecer a dinâmica do crime, a motivação, o histórico de violência entre o casal e as circunstâncias que antecederam os disparos.
Lívia era estudante de Direito da Unitau e sonhava em se tornar advogada. A jovem era descrita por familiares, amigos e colegas como uma pessoa alegre, próxima das pessoas que amava e cheia de planos.
A morte interrompeu os projetos da universitária e provocou comoção entre estudantes, professores, familiares e amigos.
As entidades acadêmicas do curso de Direito da Unitau prestaram solidariedade à família e aos colegas de Lívia.
Nas redes sociais, as homenagens destacaram principalmente a juventude da estudante, sua alegria e os sonhos que foram interrompidos pela violência.
Em situações de risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.
O Ligue 180 recebe denúncias e oferece orientação sobre direitos e serviços da rede de proteção à mulher.
Familiares, amigos, vizinhos e testemunhas também podem comunicar situações de violência. A denúncia não precisa ser feita necessariamente pela vítima.
Medidas protetivas de urgência podem estabelecer restrições de aproximação e contato, além de outras determinações definidas pela Justiça de acordo com o risco identificado.