A jovem universitária Lívia Berthoud foi morta a tiros na manhã desta segunda-feira (10), no bairro Jardim Campo Alegre, em Pindamonhangaba. Segundo a Polícia Militar, Lívia Berthoud foi baleada pelo ex-companheiro, contra quem já possuía uma medida protetiva.
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O crime aconteceu por volta das 9h30, pouco depois de a jovem deixar uma academia frequentada por ela e localizada próxima ao local do assassinato.
De acordo com as informações apuradas, Lívia havia ido treinar antes de seguir para a faculdade de Direito, em Taubaté. Ao sair da academia, por volta das 9h20, ela teria encontrado o ex-companheiro nas proximidades.
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Lívia tentou escapar da emboscada
Ao perceber a presença dele, a jovem começou a correr. Moradores relataram que Lívia percorreu cerca de 90 metros tentando escapar, mas acabou alcançada. Ela foi atingida por disparos e caiu na calçada.
Vizinhos disseram ter ouvido diversos tiros. Objetos que estavam com a jovem durante o treino, como uma garrafa de água e os fones de ouvido, ficaram espalhados pelo local.
As equipes de emergência foram acionadas, mas Lívia não resistiu aos ferimentos.
Segundo a Polícia Militar, após atirar contra a jovem, o suspeito também efetuou um disparo contra si mesmo. Ele sobreviveu, foi socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal de Pindamonhangaba.
O homem foi detido e a arma apontada como utilizada no crime foi apreendida.
Medida protetiva estava vigente
Segundo familiares, Lívia já havia procurado ajuda anteriormente em razão do relacionamento conturbado com o ex-companheiro e possuía uma medida protetiva contra ele, que estaria vigente no momento do crime.
Além de estudante de Direito, Lívia fazia estágio no Tribunal de Justiça. Nas redes sociais, compartilhava registros da rotina acadêmica e da experiência profissional, incluindo a participação em audiências.
O caso será investigado pelas autoridades policiais.
Feminicídios aumentaram no Vale do Paraíba
O crime acontece em meio ao aumento dos registros de feminicídio na região.
Dados da Secretaria da Segurança Pública apontam que, entre janeiro e junho de 2026, oito mulheres foram vítimas de feminicídio na região do Vale do Paraíba, contra cinco casos registrados no mesmo período de 2025.
O número representa aumento de 60% na comparação entre os dois períodos.