11 de julho de 2026
MISTÉRIO

Desaparecido: Cadastro telefônico no nome de Décio foi feito na Bahia, diz Polícia

Por Gabriel Campoy | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 4 min
Créditos: Reprodução/Redes Sociais
Décio de Castro Santos está desaparecido desde 18 de janeiro

Em uma das últimas atualizações da investigação da Polícia Civil sobre o paradeiro do jovem Décio de Castro Santos Júnior, de 24 anos, desaparecido desde 18 de janeiro, as autoridades descobriram que um cadastro de linha telefônica com o nome do rapaz foi feito em Itabuna, município ao sul do estado da Bahia.

No entanto, a Polícia Civil informou à reportagem que a família de Décio confirmou que o rapaz já morou no município em uma casa que os parentes tinham na cidade, mas atualmente não se encontra no local. As autoridades afirmaram então que, no estágio atual das investigações, a corporação busca, em conjunto com a polícia baiana, descobrir se Décio está na cidade ou se o cadastro telefônico foi feito por outra pessoa com os documentos do jovem desaparecido.

A polícia também falou com um casal de amigos do jovem que esteve com Décio em um hotel da região central de São José no dia de seu desaparecimento. Um homem, que não teve sua identidade revelada pelas autoridades, confessou ter recebido um pix do rapaz desaparecido para comprar drogas no dia em questão. Em seguida, os três teriam feito o uso das substâncias no hotel.

As informações abrem mais um capítulo da história de aflição para os familiares de Décio. O desaparecimento do jovem completou cinco meses neste domingo (18). Até o momento, nenhuma pista concreta de seu paradeiro foi encontrada.

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RELEMBRE O CASO.

O drama da família teve início em 18 de janeiro. Sueli Leme, mãe de Décio, com quem o estudante morava, relata que foi trabalhar e, durante o expediente, recebeu diversas ligações do filho, muito apegado a ela. Ao retornar para casa, já à noite, Sueli não encontrou o filho, que havia saído com a roupa do corpo e o celular. Ela notou que o estudante havia feito uma transferência bancária antes de sair e tentou localizá-lo, sem sucesso.

Como o filho saía com frequência, Sueli decidiu ir dormir. Por volta das 3h, ela acordou e notou no celular uma ligação perdida de Décio, feita duas horas antes. Ao retornar, caiu na caixa postal.

Começava o drama da família, que há cinco meses espera respostas. Teve início uma enxurrada de boatos e informações desencontradas sobre o paradeiro de Décio, que já tinha um histórico de depressão. A pista mais concreta foi obtida por meio do rastreamento do celular, que teve o sinal localizado no centro de São Paulo, em uma região próxima à Cracolândia.

Em conversa com a reportagem na última semana, Doris Guimarães, irmã do jovem por parte de pai, enfatizou o longo período sem respostas de Décio e pediu ajuda em caso de informações do paradeiro do rapaz.

“O apelo que eu faço é que se alguém souber onde ele está, que entre em contato com a gente, com a família, pelo menos para dizer o que aconteceu para acalmar nosso coração. Já se vão quase cinco meses e nós não sabemos de nada, apenas achamos que algo de ruim aconteceu, porque não era típico dele sumir das redes sociais e abandonar tudo assim", disse Doris Guimarães, irmã do estudante.

SONHO.

A OVALE, a irmã destacou que Décio, dias antes do desaparecimento, havia ganhado uma bolsa de estudos 100% para um cursinho preparatório de Medicina. Ser médico sempre foi o seu grande sonho.“Eu penso que fizeram algo com ele, porque ele tinha acabado de ganhar uma bolsa em um cursinho bastante caro de São José, curso preparatório para passar na faculdade de Medicina, e de repente ele sumiu? Eu penso que fizeram algo com ele”, relatou a irmã.

Além disso, Décio luta contra a depressão há três anos. Neste meio tempo, de acordo com a família, já tentou o suicídio. Semanalmente, o jovem recebia tratamento psicológico em uma unidade do Caps (Centro de Atenção Psicossocial) de São José.

Quem tiver informações sobre o paradeiro de Décio pode ligar para (73) 9153-9963, contato de Doris, irmã do rapaz.

Combate ao Suicídio: O CVV– Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias. O telefone é 188 e o site é o www.cvv.org.br.

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