Perto de completar dois meses, o desaparecimento do jovem Décio de Castro Santos Júnior continua sendo um mistério. Ele saiu da zona sul de São José dos Campos no dia 18 de janeiro e desde então não respondeu aos contatos de amigos e familiares.
Apesar do trabalho da Polícia Civil, ainda não há pistas sobre o paradeiro do jovem. Um detetive particular, que está ajudando a família voluntariamente, afirma que Décio ainda está em São José dos Campos e não saiu do estado de São Paulo.
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Décio luta contra a depressão há pelo menos três anos e recebia tratamento psicológico semanalmente em uma unidade do Caps de São José, além de ter dependência química.
"Eu tenho medo de terem feito algo com ele. Tem pegado ele, não sei. É um grande mistério. Dia 18 vai fazer 2 meses que ele está sumido e ainda não puxaram os extratos bancários dele, nem checaram as câmeras", diz Doris Carvalho, irmã de Décio. "Não sabemos de nada, estamos aflitos".
Ele estava fazendo 'cursinho' para passar no vestibular de Medicina, inteirava a renda da casa ao trabalhar informalmente na venda de apostilas didáticas para vestibulandos e repassava os ensinamentos obtidos no cursinho para outros colegas. Décio foi visto pela última vez quando se hospedou em um hotel no centro da cidade.
No hotel, Décio entrou em contato com uma amiga e a chamou para beber em um hotel, mas ela não pôde ir, pois faria uma viagem internacional na manhã seguinte. Até o momento, não se sabe se o estudante estava acompanhado no alojamento e a data exata de quando ele deixou o local.
"Eu acredito na possibilidade de alguém estar prendendo ele em algum local", completa a irmã.
A Deic (Delegacia de Investigações Especiais) está investigando o caso e aguarda os registros telefônicos do jovem.