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Cruzeiro: Veja quem são as 6 pessoas mortas em tragédia no Vale

Por Jesse Nascimento | Cruzeiro
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação/Corpo de Bombeiros

As seis vítimas do acidente com o ônibus de romeiros que caiu em uma ribanceira na SP-52, em Cruzeiro, no último domingo (20), foram identificadas.

Cinco corpos são velados nesta segunda-feira (21) na igreja de Rosário do Rio Grande, distrito de Itumirim (MG), de onde partiu a romaria rumo a Aparecida, com sepultamento previsto para as 17h.

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Quem são as seis vítimas do acidente de ônibus em Cruzeiro: Sebastião Petronilo, 74 anos; Jairo Antônio de Paula, 47 anos; Augusto Antônio de Lima, 43 anos; Ilza Nazaré Pereira Paulo, 64 anos; Alice Fátima Alves da Silva, 14 anos; Evandro Carlos Garcia, 46 anos.

A confirmação dos nomes de Alice e Evandro completou a lista na manhã desta segunda-feira -- até a noite de domingo, apenas quatro vítimas haviam sido identificadas oficialmente.

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Onde e quando são os velórios

Cinco das seis vítimas chegaram à região de Itumirim por volta das 2h desta segunda-feira e são veladas desde as 8h na igreja do distrito de Rosário do Rio Grande, a mesma comunidade de onde a romaria partiu rumo a Aparecida. O sepultamento está marcado para as 17h.

Evandro Carlos Garcia é a exceção: seu velório e sepultamento acontecem em outra cidade mineira, ainda não identificada até esta atualização.

Quem organizava a romaria

Ilza Nazaré Pereira Paulo, de 64 anos, era a responsável pela organização da viagem anual à Basílica de Aparecida, segundo o filho Fábio Júnior, que estava no ônibus e sobreviveu. A tradição da comunidade de Rosário do Rio Grande só havia sido interrompida durante a pandemia de Covid-19. Fábio contou que estava acordado no momento do acidente e que tudo aconteceu em poucos segundos, numa curva da serra.

Como aconteceu o acidente na SP-52

A queda ocorreu por volta das 5h15 de domingo, no km 232 da Rodovia Doutor Avelino Júnior (SP-52), enquanto o ônibus descia a Serra da Mantiqueira em direção ao Vale do Paraíba. O veículo saiu da pista e caiu em uma ribanceira de cerca de 15 metros. Cinco vítimas morreram no local; a sexta morte ocorreu depois de atendimento médico em Cruzeiro.

Equipes dos Corpos de Bombeiros de Cruzeiro, Cachoeira Paulista, Lorena e Guaratinguetá participaram do resgate, com apoio do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Os feridos foram encaminhados a hospitais das três primeiras cidades.

Segundo balanço divulgado pelo Governo de São Paulo no domingo, 43 pessoas foram atendidas nas unidades de saúde da região: 23 já receberam alta, 19 permaneciam internadas e uma morreu após atendimento. O número pode ter mudado desde então.

O que o motorista disse sobre o acidente

Em entrevista após a ocorrência, o motorista relatou ter tido dificuldade para reduzir a velocidade na descida da serra e afirmou ter tentado frear antes da curva, mas perdeu o controle do veículo. É a versão do condutor, que será verificada pela Polícia Civil, que vai confrontá-la com perícias, documentos e o restante da investigação.

Por que o motorista foi preso

Ele foi preso em flagrante logo após o acidente. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo, com aumento de pena por se tratar de transporte profissional de passageiros.

O delegado Rubens Melo informou que o cronotacógrafo do ônibus (equipamento que registra dados da viagem) estava vencido e sem selo do Inmetro. O teste do etilômetro no motorista deu negativo.

A audiência de custódia está marcada para esta segunda-feira (21), quando a Justiça avalia a legalidade da prisão em flagrante. Até o momento, não há informação sobre o resultado. A prisão não representa condenação — a responsabilidade pelo acidente segue sob apuração.

O ônibus tinha autorização para a viagem?

Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o veículo não tinha autorização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para transporte interestadual. Trata-se de uma irregularidade documental, distinta da causa do acidente, que ainda é apurada.

O grupo saiu de Rosário do Rio Grande, distrito rural de Itumirim (MG), com destino a Aparecida, no Vale do Paraíba. O Corpo de Bombeiros havia informado inicialmente a região de Lavras como ponto de partida, mas apuração posterior confirmou Rosário do Rio Grande como origem real da viagem.

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