Seis pessoas morreram no acidente com um ônibus que transportava romeiros na rodovia Doutor Avelino Júnior (SP-52), em Cruzeiro, no domingo (20).
Até esta atualização, quatro das seis vítimas fatais foram identificadas: Sebastião Petronilo, 74 anos; Ilza de Nazaré Pereira de Paula, 64 anos; Jairo Antonio de Paula, 47 anos; e Augusto Antonio de Lima, 43 anos.
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Segundo o Governo de São Paulo, 43 vítimas receberam atendimento em unidades de saúde da região até as 18h desse domingo. Do total, 23 receberam alta e 19 permaneciam internadas, sendo uma delas na UTI. Uma das seis mortes ocorreu posteriormente, durante o atendimento médico.
O acidente aconteceu por volta das 5h30, no km 232 da SP-52. O ônibus transportava uma romaria que saiu de Rosário do Rio Grande, distrito rural de Itumirim (MG), com destino a Aparecida. O veículo saiu da pista e caiu em uma ribanceira, na Serra da Mantiqueira.
Cinco pessoas morreram no local. Ilza de Nazaré chegou a ser socorrida, mas morreu posteriormente em uma unidade de saúde de Cruzeiro.
Quem são as vítimas identificadas
Sebastião Petronilo
Sebastião Petronilo tinha 74 anos e era natural de Itumirim (MG). Ele estava entre os passageiros da excursão religiosa com destino a Aparecida.
Ilza de Nazaré Pereira de Paula
Ilza tinha 64 anos e era responsável pela organização da romaria. Ela foi socorrida após o acidente, mas morreu durante o atendimento médico em Cruzeiro.
O filho dela, Fábio Júnior, também estava no ônibus e sobreviveu. Segundo relato dado ao vice-prefeito de Cruzeiro, Zé Rogério, a mãe organizava a excursão havia anos, e a viagem fazia parte de uma tradição religiosa da comunidade.
Fábio contou que estava acordado no momento do acidente e que tudo aconteceu em poucos segundos, durante uma curva na descida da Serra da Mantiqueira.
Jairo Antonio de Paula
Jairo tinha 47 anos e era natural de Lavras (MG). Ele também estava entre os passageiros da romaria com destino a Aparecida e morreu na queda do ônibus.
Augusto Antonio de Lima
Augusto tinha 43 anos e era natural de Itumirim (MG). Ele integrava o grupo que seguia para Aparecida em uma excursão religiosa.
Duas vítimas não foram identificadas
As identidades das outras duas vítimas fatais ainda aguardam confirmação. Entre as informações divulgadas pelas autoridades está a morte de uma criança de aproximadamente 10 anos, cuja identidade ainda não havia sido confirmada até a última atualização.
Hospitalizados
Dezenove pessoas permaneciam internadas às 18h de domingo, segundo o Governo de São Paulo.
Na Santa Casa de Cruzeiro, 11 pacientes continuavam hospitalizados e 15 haviam recebido alta. Foi também nessa unidade que Ilza morreu após ser internada.
Na Santa Casa de Lorena, oito pessoas permaneciam internadas, uma delas na UTI. Outras seis haviam recebido alta.
Ao todo, foram registradas 23 altas: 15 na Santa Casa de Cruzeiro, seis na Santa Casa de Lorena e duas na UPA de Guaratinguetá. Esses dois últimos pacientes não precisaram de internação.
Os pacientes que receberam alta em Cruzeiro e Guaratinguetá foram encaminhados ao Lar Padre José Gumercindo Irmãzinhas, em Cruzeiro, utilizado como estrutura de acolhimento.
Origem dos romeiros
O grupo saiu de Rosário do Rio Grande, distrito rural de Itumirim (MG), com destino a Aparecida. Inicialmente, o Corpo de Bombeiros havia informado a região de Lavras como ponto de partida, mas a apuração posterior identificou o distrito mineiro como a origem da viagem.
Fábio Júnior, filho de Ilza e sobrevivente do acidente, afirmou que a excursão era realizada todos os anos, com interrupção apenas durante a pandemia de Covid-19. Segundo ele, muitos dos passageiros tinham algum grau de parentesco.
Investigação
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente. O motorista foi preso em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com aumento de pena por se tratar de transporte profissional de passageiros, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
De acordo com o delegado Rubens Melo, a polícia identificou inicialmente questões relacionadas às condições do veículo e à velocidade. O cronotacógrafo, equipamento que registra informações como velocidade e tempo de deslocamento, estava vencido e sem selo do Inmetro.
O teste do etilômetro realizado no motorista deu negativo.
A Polícia Militar Rodoviária também informou que o ônibus não possuía autorização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para realizar o transporte interestadual.
A falta de autorização é uma questão distinta da investigação sobre as causas do acidente. A polícia ainda apura o que levou o veículo a sair da pista e cair na ribanceira.
Relato de sobrevivente
Fábio Júnior contou que estava acordado quando o acidente aconteceu. Segundo ele, o grupo havia feito uma parada no alto da serra para tomar café antes de iniciar a descida.
O sobrevivente afirmou que a queda ocorreu durante uma curva. A dinâmica relatada por ele representa a percepção de um passageiro e não determina, por si só, as causas do acidente, que ainda são investigadas pelas autoridades.
O que falta esclarecer
As autoridades ainda precisam confirmar a identidade das duas vítimas fatais que não foram identificadas e atualizar as informações sobre o estado de saúde dos 19 pacientes que permaneciam internados às 18h de domingo.
A investigação também deve esclarecer as condições do ônibus, a velocidade no momento do acidente e a dinâmica da queda no km 232 da SP-52, em um trecho da Serra da Mantiqueira.
O número de mortes chegou a seis após a confirmação do óbito de Ilza durante o atendimento médico.