Um laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo descartou a hipótese de suicídio e concluiu que a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi assassinada. O documento aponta que os vestígios encontrados no local são incompatíveis com a versão de que a policial teria tirado a própria vida.
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A conclusão da perícia reforça a investigação sobre o caso e indica a participação de uma segunda pessoa na morte de Gisele. O principal acusado é o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, ex-marido da vítima, que responde por feminicídio e está preso desde março deste ano. O militar é do Vale do Paraíba.
Segundo o laudo, obtido pela CNN Brasil, a hipótese de suicídio foi considerada incompatível com os elementos materiais analisados pelos peritos. O documento aponta divergências entre a versão apresentada inicialmente e os vestígios físicos encontrados durante a investigação.
A perícia também analisou o conjunto de manchas de sangue identificado no local, além de outros elementos coletados. Para os peritos, os padrões observados não sustentam a possibilidade de que Gisele tenha provocado a própria morte.
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Defesa do acusado analisa laudo
A defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, formada pelo advogado Eugenio Malavassi, informou que está analisando a resposta apresentada pelo Instituto de Criminalística aos quesitos formulados no processo, juntamente com o assistente técnico.
Já a defesa dos familiares de Gisele afirmou que nunca teve dúvidas de que a morte da policial foi resultado de feminicídio.
O advogado Miguel Silva declarou que o laudo complementar reforça as provas já reunidas na investigação e, segundo ele, confirma que Gisele foi assassinada. A defesa dos familiares sustenta que o tenente-coronel é o responsável pelo crime.
O caso segue sob investigação e tramitação na Justiça. Com a conclusão pericial, a hipótese de suicídio deixa de ser considerada pela investigação, enquanto os elementos apontados no laudo passam a integrar o conjunto de provas analisadas contra o acusado.
* Com informações da CNN Brasil