CASO GISELE

PM aposenta tenente-coronel do Vale preso pela morte da esposa

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução

A Polícia Militar de São Paulo oficializou nesta quarta-feira (10) a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente sob acusação de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana.

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Nascido em Taubaté e residente em São José dos Campos, o oficial é réu por feminicídio e fraude processual. Ele é acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro de 2026, na capital paulista, e de alterar a cena do crime para simular suicídio.

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Com a transferência para a reserva, o oficial passa a receber os proventos pela SPPrev (São Paulo Previdência), mas poderá perder o benefício caso seja condenado à perda da patente pela Justiça Militar. Atualmente, a remuneração gira em torno de R$ 22 mil mensais.

O ato foi assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior, e transfere o pagamento dos vencimentos do oficial da PM para a SPPrev, responsável pela gestão dos benefícios dos militares inativos do estado.

De acordo com o G1, a partir deste mês de junho, Geraldo Neto deixará de receber diretamente pela corporação e passará a ter seus proventos pagos pela previdência estadual.

Apesar da aposentadoria ter sido oficializada, o benefício ainda pode ser afetado. O oficial responde a um processo no Conselho de Justificação da Polícia Militar, procedimento que avalia a permanência de oficiais na corporação.

Caso a Justiça Militar determine a perda do posto e da patente, a aposentadoria integral poderá ser revista. Nesse cenário, o benefício deixaria de seguir as regras do sistema de proteção social dos militares e passaria a ser recalculado pelo regime previdenciário comum, podendo sofrer uma redução significativa.

Em nota, a Polícia Militar informou que eventuais cortes ou suspensões dos pagamentos dependem de decisão judicial definitiva.

"A eventual perda do posto e da patente, bem como impactos sobre remuneração, somente podem ocorrer após decisão definitiva do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo", informou a corporação.

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SPPrev confirma pagamento

A SPPrev confirmou que Geraldo Neto já passará a receber os proventos pela autarquia neste mês de junho. Segundo o órgão, o pagamento será realizado por meio de folha suplementar até o dia 18.

Em nota, a previdência estadual destacou que a transferência para o sistema de proteção social dos militares ocorre automaticamente após a passagem para a inatividade remunerada e que continuará efetuando os pagamentos enquanto o ato administrativo permanecer válido.

A autarquia ressaltou ainda que qualquer alteração na situação funcional do militar, decorrente de decisões judiciais ou administrativas, deverá ser formalmente comunicada para adoção das medidas cabíveis.

Acusação de feminicídio

Geraldo Leite Rosa Neto está preso preventivamente desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.

Ele é réu pelos crimes de feminicídio e fraude processual pela morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos.

A vítima foi encontrada morta no apartamento onde o casal vivia, na região central de São Paulo. Inicialmente, o caso chegou a ser tratado como possível suicídio, mas as investigações da Polícia Civil concluíram que a policial foi assassinada e que a cena do crime teria sido alterada para simular que ela tirou a própria vida.

A Corregedoria da Polícia Militar também concluiu o Inquérito Policial Militar, que foi encaminhado à Justiça Militar.

Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior. A criança recebe pensão pela morte da mãe por meio da SPPrev até atingir a maioridade.

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