A Polícia Civil identificou um jovem de 18 anos como um dos suspeitos de matar a tiros o adolescente Kauã Vinícius Silva Pereira, de 16 anos, na madrugada deste sábado (29), no bairro Galo Branco, na região leste de São José dos Campos. A Justiça decretou a prisão temporária de Luan Azevedo Lima por 30 dias.
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A decisão foi tomada após representação da Delegacia de Homicídios de São José dos Campos, com concordância do Ministério Público. Segundo a Justiça, há prova da ocorrência do crime e indícios de que o investigado seria um dos autores do homicídio. A prisão foi considerada necessária para o avanço das investigações.
O crime aconteceu por volta das 4h45, na rua Manoel Meneses Leal, em frente ao Conjunto Residencial Galo Branco. Kauã foi encontrado caído na via pública, com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo na região da cabeça e do pescoço.
A Polícia Militar foi acionada pelo Copom após moradores relatarem ter ouvido tiros. Quando as equipes chegaram, profissionais do Samu e agentes da Guarda Civil Municipal já estavam no endereço. A equipe médica constatou a morte do adolescente.
Suspeito está desaparecido
De acordo com a decisão judicial, Luan está em local incerto e existe a possibilidade de que tenha deixado o estado de São Paulo. A prisão temporária também foi considerada importante para eventual reconhecimento pessoal e para esclarecer as circunstâncias do homicídio.
A polícia ainda realiza diligências para localizar a arma utilizada no crime e identificar o segundo autor. A decisão judicial também menciona a existência de informações de que pessoas possam estar sendo ameaçadas.
Durante as primeiras diligências, policiais ouviram moradores da região. Segundo os relatos registrados no boletim de ocorrência, um Volkswagen Gol prata passou pelo local pouco antes dos disparos.
As testemunhas disseram que ocupantes do veículo teriam atirado contra Kauã e fugido em seguida. A Polícia Militar realizou buscas nas proximidades, mas não encontrou o automóvel nem os suspeitos naquele momento.
O local foi preservado para o trabalho da perícia. Inicialmente, o caso foi registrado como homicídio consumado de autoria desconhecida.
Possível envolvimento com drogas
O avô do adolescente esteve no local depois de ser informado sobre o crime e prestou depoimento à Polícia Civil. Conforme consta no boletim de ocorrência, ele afirmou que Kauã fazia uso de entorpecentes e estaria envolvido com a comercialização de drogas.
O familiar levantou a possibilidade de o assassinato ter relação com o tráfico. Ele afirmou, porém, que o adolescente nunca havia relatado ameaças específicas nem indicado possíveis desafetos que pudessem ajudar na identificação dos responsáveis.
Com a identificação de um dos suspeitos, a investigação da Delegacia de Homicídios prossegue para localizar Luan, encontrar a arma usada no crime e esclarecer a participação do segundo envolvido. A prisão decretada pela Justiça é temporária e tem prazo de 30 dias.
Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181 ou o WhatsApp (12) 3931-0220.