A mãe das gêmeas siamesas Heloísa e Helena, de São José dos Campos, publicou nesta terça-feira (18) uma nova mensagem de despedida para as filhas. As meninas morreram aos 2 anos, no último sábado (15), após passarem por uma cirurgia de separação que durou cerca de 15 horas no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
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Em uma publicação nas redes sociais, Claudilene dos Santos afirmou que não consegue viver sem as filhas e disse acreditar que um dia voltará a encontrá-las.
“Mamãe ama vocês muito, meus amores. Nunca vou esquecer do seu sorriso, Helena. Nunca vou esquecer dos seus beijos, Heloísa. Um dia a gente vai se encontrar novamente. Amor eterno, minhas princesas, minhas rainhas, meus tesouros, minhas riquezas”, escreveu.
Na sequência, a mãe afirmou: “Mamãe ama vocês muito. Não tô conseguindo viver sem vocês, meus filhos”.
A publicação foi acompanhada de emojis de choro e corações pretos.
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Despedida das gêmeas
Heloísa e Helena nasceram unidas pela cabeça e foram acompanhadas por uma equipe especializada desde os primeiros dias de vida. A família enfrentou uma longa trajetória de internações, dificuldades financeiras e procedimentos médicos na tentativa de separar as irmãs.
Após a morte, o corpo das meninas foi levado para São José e o sepultamento aconteceu na manhã de segunda-feira (17), no Cemitério Municipal Colônia Paraíso.
Anteriormente, Claudilene já havia publicado uma mensagem de despedida para as filhas. “Filhas, minhas eternas saudades. Mamãe ama vocês duas aí no céu”, escreveu na ocasião.
Cinco cirurgias para tentar separar Heloísa e Helena
A última cirurgia fazia parte de um planejamento dividido em cinco etapas. Os procedimentos começaram em agosto de 2025, com o objetivo de preparar gradualmente as estruturas compartilhadas pelas meninas e reduzir os riscos da operação definitiva.
Quatro etapas haviam sido concluídas antes da quinta e última cirurgia.
O procedimento final começou no sábado (15), no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, e durou aproximadamente 15 horas. Apesar dos esforços da equipe médica, as duas meninas não resistiram.
Uma história acompanhada desde a gravidez
A condição das meninas foi descoberta ainda durante a gestação, durante uma ultrassonografia de rotina. Em entrevista a OVALE em 2024, Claudilene contou que recebeu a notícia com desespero.
“Na primeira vez, quando soube da condição, eu só sabia chorar. Chorando, chorando... Me perguntava por que isso comigo?”, relatou na época.
Heloísa e Helena nasceram com oito meses de gestação no Hospital Municipal da Vila Industrial, em São José dos Campos. Quatro dias depois, foram transferidas de avião para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, onde passaram a ser acompanhadas por especialistas.
Família deixou São José para buscar tratamento
A mãe deixou São José e passou a viver em Ribeirão Preto para acompanhar as filhas. Sem residência na cidade, chegou a dormir em cadeiras e sofás do hospital durante o período de acompanhamento. Agora, a família faz uma vaquinha para fazer a mudança de volta para São José.
O pai, Amarildo Batista da Silva, permaneceu inicialmente em São José para cuidar dos outros filhos e trabalhar. A família também recorreu a campanhas e vaquinhas para ajudar nas despesas durante o longo período de tratamento.
A morte de Heloísa e Helena encerrou uma história de dois anos marcada por desafios, cirurgias e esperança. Para a mãe, permanece a lembrança das duas filhas e a expectativa de reencontrá-las um dia.