PATROA ESTÁ PRESA

Polícia procura corpo de cozinheira na RMVale; patroa está presa

Por Da redação | Ubatuba
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Berenice (à esq.) e a patroa
Berenice (à esq.) e a patroa

A Polícia Civil intensificou as buscas pelo corpo da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, desaparecida desde o dia 30 de junho, em Ubatuba, no Litoral Norte.

As equipes realizam diligências em uma área de mata na divisa entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, após uma denúncia anônima indicar que os restos mortais da vítima poderiam estar no local. A informação foi divulgada pelo site Meio News.

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O caso, que inicialmente era tratado como desaparecimento, passou a ser investigado como homicídio. A principal suspeita é a empresária e proprietária da pousada onde Berenice trabalhava, que teve a prisão temporária decretada pela Justiça e permanece à disposição das autoridades.

A empresária Eliane Alves dos Santos foi presa temporariamente por suspeita de envolvimento no desaparecimento da cozinheira.

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Último contato foi após demissão

Segundo a investigação, Berenice foi demitida um dia antes de desaparecer e aguardava receber as verbas rescisórias para retornar a Igaratá, onde morava.

No dia 30 de junho, ela aceitou uma carona oferecida pela patroa. Desde então, nunca mais foi vista.

A empresária afirmou à Polícia Civil que deixou a cozinheira em um trevo de acesso à Rodovia Rio-Santos (BR-101), após pagar a rescisão em dinheiro. No entanto, os investigadores encontraram inconsistências na versão apresentada.

Imagens de câmeras de segurança registraram o trajeto do veículo utilizado pela suspeita no dia do desaparecimento e passaram a integrar o conjunto de provas analisadas pela polícia.

Família contesta versão da suspeita

Os familiares de Berenice rejeitam a versão apresentada pela empresária.

Segundo eles, a cozinheira mantinha contato frequente com os filhos e jamais desapareceria sem avisar. Além disso, questionam a informação de que a rescisão trabalhista teria sido paga em dinheiro, já que, até o momento, não foi apresentada documentação que comprove o pagamento.

A família também afirma que Berenice pretendia retornar para Igaratá e não havia manifestado intenção de permanecer em Ubatuba ou aceitar outro emprego.

Operação apreendeu carros, celulares e armas

Durante a Operação Último Rastro, que resultou na prisão temporária da empresária, policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão.

Na ação, foram apreendidos dois veículos, aparelhos celulares, três armas de fogo, dinheiro, um passaporte e outros materiais que passarão por perícia.

Os investigadores acreditam que a análise dos celulares, dos veículos e das demais evidências poderá ajudar a reconstruir os últimos passos da cozinheira e esclarecer a dinâmica do crime.

Buscas continuam em área de mata

As equipes seguem concentradas na região indicada por uma denúncia anônima, entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, na tentativa de localizar o corpo da vítima.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novos laudos periciais, provas digitais e depoimentos serão fundamentais para esclarecer todas as circunstâncias do desaparecimento e do homicídio investigado.

Até o momento, o corpo de Berenice Ramos de Aguiar Faria ainda não foi encontrado.

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