INVESTIGAÇÃO

AGORA: Ex confessa ter matado Thalita em SJC; prisão é decretada

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Thalita Lima e Wesley Ribeiro
Thalita Lima e Wesley Ribeiro

Wesley Souza Ribeiro, ex-companheiro da motorista de ônibus Thalita de Arantes Lima, 41 anos, confessou que matou a mulher em São José dos Campos. A confissão ocorreu nesta quarta-feira (6), durante depoimento a policiais da Delegacia de Homicídios de São José dos Campos, que conduz a investigação. A Justiça também decretou a prisão preventiva dele.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

Thalita foi morta brutalmente dentro de uma casa na região leste de São José dos Campos, com 13 facadas, na noite de segunda-feira (5). Antes de ser morta, a motorista tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro.

Wesley havia sido preso pela Polícia Civil em Aparecida, após descer de um ônibus vindo de Resende (RJ), na terça-feira (5). De acordo com o delegado responsável pelo caso, ele havia saído do estado do Rio de Janeiro e foi monitorado pelos investigadores.

A prisão foi realizada com base em um mandado por descumprimento da medida protetiva (veja vídeo da prisão). Após a prisão, o suspeito foi apresentado na DDM de São José dos Campos. Paralelamente, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito pelo crime de feminicídio, pedido acatado pela Justiça.

O delegado Neimar Camargo Mendes, responsável pelo caso, confirmou nesta quarta-feira (6) que Wesley confessou o crime. Ele também confirmou que a Justiça decretou a prisão preventiva de Wesley pelo crime de feminicídio. O suspeito estava preso temporariamente com base no descumprimento de medida protetiva.

Leia mais: Morta com 13 facadas, Thalita tinha medida protetiva em SJC

Leia mais: SJC: Corpo de Thalita tinha marcas de facadas, diz polícia

Facadas e cena do crime

O laudo preliminar do IML (Instituto Médico Legal) apontou que Thalita apresentava 13 perfurações por arma branca, reforçando a suspeita de feminicídio.

O corpo foi encontrado na noite da última segunda, em uma casa no bairro Majestic, na zona leste de São José. O imóvel estava fechado, e equipes precisaram arrombar a entrada.

Dentro da residência, a vítima foi localizada deitada de lado, enrolada em um cobertor, com vestígios de sangue ao redor. O corpo já apresentava sinais de decomposição, indicando que a morte pode ter ocorrido dias antes.

Outro elemento que chamou a atenção na investigação é o desaparecimento do carro da vítima, que não estava na garagem. Segundo o delegado Neimar Mendes, o veículo foi localizado em Resende (RJ), por policiais civis da cidade fluminense.

Comoção na despedida

O corpo da motorista foi sepultado na terça-feira (5), em São José, sob forte comoção de familiares, amigos e colegas de trabalho.

Thalita era motorista do transporte público e conhecida entre passageiros e colegas pela dedicação e trato com os usuários. Antes, também atuou como cobradora. Em nota, o Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba lamentou o caso e manifestou solidariedade à família.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer a dinâmica do crime. Wesley será ouvido na manhã desta quarta-feira (6).

Comentários

Comentários