LUTO

Morte de bebê em SJC: família pede apuração; UPA nega negligência

Por Da Redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo pessoal
Anthony Gabriel Souza, de 10 meses
Anthony Gabriel Souza, de 10 meses

A morte do bebê Anthony Gabriel Souza, de 10 meses, na manhã desta segunda-feira (27), gerou comoção em São José dos Campos. A família pede que o caso seja apurado. A criança deu entrada na UPA do Campo dos Alemães, na zona sul da cidade, já em estado grave e não resistiu. A unidade nega que tenha havido negligência.

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De acordo com o atestado de óbito, a causa da morte foi asfixia mecânica por sufocação direta, associada à broncoaspiração de conteúdo gástrico.

Família pede apuração do caso

Familiares afirmam que Anthony apresentava sintomas há cerca de duas semanas e havia sido diagnosticado com bronquiolite. Nesse período, ele passou por mais de um atendimento médico e foi liberado após medicação.

Os parentes levantam dúvidas sobre a dosagem de medicamentos, que, segundo relatos, teria provocado episódios de taquicardia. Também questionam os procedimentos adotados durante as tentativas de reanimação na unidade.

A família pede investigação detalhada para esclarecer se houve falha no atendimento. O bebê foi enterrado na manhã desta terça-feira (28), sob forte comoção de familiares e amigos.

UPA nega negligência e detalha atendimentos

Em nota, a Prefeitura de São José dos Campos lamentou a morte e se solidarizou com a família. A UPA do Campo dos Alemães, gerenciada pelo Cejam (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”), afirmou que não houve negligência e que todos os protocolos clínicos foram seguidos.

Segundo a unidade, Anthony foi atendido em três ocasiões:

21 de abril: apresentava tosse seca e rouquidão, sem sinais de gravidade; realizou raio-X sem alterações e teve alta após medicação;
25 de abril: retornou com náuseas, vômitos e tosse; foi medicado e liberado, sem indícios de agravamento;
27 de abril: deu entrada desacordado e com extremidades arroxeadas; a equipe realizou manobras de reanimação por mais de uma hora, sem sucesso.

Histórico de saúde era considerado de risco

A Secretaria de Saúde informou que o bebê tinha histórico de prematuridade (35 semanas), baixo peso ao nascer (2.308 g) e era de gestação gemelar.

Após o nascimento, Anthony apresentou desconforto respiratório e precisou de cuidados especializados em UTI neonatal.

Segundo a pasta, também foram registradas dificuldades no acompanhamento de rotina, como:

  • faltas em consultas importantes;
  • atraso no calendário vacinal;
  • ausência de exames de controle;
  • introdução precoce de alimentação inadequada.

A Secretaria destacou a importância do acompanhamento contínuo em casos considerados de maior risco.

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