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VÍDEO: ‘Para minha filha sobrou o caixão’, diz pai da PM Gisele

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min

A família da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, reagiu com indignação à aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio no caso.

Preso preventivamente, o oficial foi transferido para a reserva com direito a vencimentos de R$ 28 mil. Ele é nascido em Taubaté e foi preso em São José dos Campos, onde tem residência.

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Em desabafo, o pai da vítima criticou duramente a decisão e questionou o pagamento do salário ao acusado.

“Você acha justo a população de São Paulo pagar um salário desses para um monstro, covarde, que matou a mulher, colega de farda? Só porque ela disse não para ele? Para aposentar foi rápido, para minha filha sobrou o caixão e o luto para a família”, afirmou.

A mãe de Gisele também se manifestou e classificou a medida como revoltante. “É revoltante ver esse assassino ser aposentado”, disse.

Antes da prisão, em fevereiro, a remuneração bruta dele era de cerca de R$ 28,9 mil. Com a aposentadoria proporcional, os vencimentos devem ficar em torno de R$ 21 mil.

A Secretaria da Segurança Pública informou que a transferência para a reserva não interfere no andamento das investigações nem no conselho de justificação, que pode resultar na demissão e na perda do posto e da patente.

O oficial segue preso preventivamente e responde por feminicídio e fraude processual.

Investigação aponta violência e controle

O caso ganhou repercussão após a perícia recuperar mensagens apagadas do celular da vítima, que indicam um relacionamento marcado por controle, pressão psicológica e cobranças por sexo.

Nas conversas, o oficial utilizava linguagem agressiva e fazia exigências de submissão. Gisele, por sua vez, rejeitava as imposições e demonstrava intenção de se separar.

A Polícia Civil e o Ministério Público apontam que há indícios de que o crime não foi suicídio, como alegado inicialmente, mas sim feminicídio. Laudos periciais e a reprodução simulada sustentam que o disparo que matou a policial teria sido feito pelo tenente-coronel.

Também há suspeitas de que o celular da vítima foi manipulado após o crime, com exclusão de mensagens.

Caso segue na Justiça

O inquérito da Polícia Civil já foi concluído e encaminhado à Justiça. O inquérito policial militar está em fase final.

A defesa do oficial nega o crime e sustenta que Gisele teria tirado a própria vida.

Enquanto isso, a família da policial cobra justiça e afirma que a dor da perda se agrava diante das decisões envolvendo o acusado.

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