SAIDINHA TEMPORÁRIA

Após matar o pai, presa de Tremembé foi beber no bar com namorada

Por Da redação | Tremembé
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Gabriela e o pai
Gabriela e o pai

Uma mulher em saída temporária do presídio de Tremembé foi presa suspeita de matar o próprio pai e, pouco depois do crime, sair para beber com a namorada em Guzolândia, no interior de São Paulo. O caso, ocorrido no último sábado (21), é investigado pela Polícia Civil como homicídio qualificado.

O caso foi mostrado em reportagens de OVALE.

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A principal suspeita é Gabriela Pontes Bezerra, de 38 anos, filha adotiva da vítima, o aposentado Antônio Fernandes Bezerra, de 85 anos. Segundo a investigação, ela contou com a ajuda da companheira, Isabela de Oliveira Toledo, de 26. As duas foram localizadas e presas em um bar da cidade logo após o crime.

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De acordo com a polícia, o idoso foi morto dentro de casa com extrema violência, atingido por cerca de 30 facadas, muitas delas na região do rosto. A brutalidade do ataque chamou a atenção dos investigadores.

Carta de amor ao pai

Um dos elementos mais impactantes do caso foi a descoberta de uma carta manuscrita ao lado do corpo. O documento, escrito por Gabriela em 2024, quando ainda estava presa, traz declarações de amor e arrependimento direcionadas ao pai.

Na mensagem, ela chama o idoso de “melhor pai do mundo”, afirma que o amava e expressa o desejo de reconstruir a relação familiar após deixar a prisão. O conteúdo contrasta com a cena encontrada pela perícia.

Filha diz ter sofrido abuso

Segundo a delegada responsável pelo caso, as suspeitas não demonstraram abalo emocional no momento da prisão. Em depoimento, Gabriela alegou ter sofrido abusos na infância, versão que é contestada por familiares.

As investigações também apontam antecedentes relevantes: Gabriela já cumpria pena por crimes como extorsão e ameaça contra o próprio pai, enquanto a namorada responde por envolvimento em um caso anterior de homicídio familiar.

Investigação continua

A Polícia Civil apura agora a motivação do crime e se houve planejamento durante o período em que as suspeitas estavam presas. A carta apreendida será analisada como parte das evidências.

As duas permanecem detidas e devem responder por homicídio qualificado.

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