Com foco em utilizar a IA (Inteligência Artificial) e no combate ao crime organizado e à violência de gênero, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) realiza, nesta sexta-feira (6), às 10h, a posse do Conselho Superior da Magistratura, da diretoria da Escola Paulista da Magistratura e da Ouvidoria, eleitos para o biênio 2026 e 2027.
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A cerimônia será realizada no Salão dos Passos Perdidos do Palácio da Justiça, na Praça da Sé, em São Paulo, e contará com a presença dos representantes dos três poderes e integrantes do sistema de Justiça. OVALE acompanha a solenidade.
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À frente da nova gestão, o desembargador Francisco Eduardo Loureiro assume o Judiciário paulista com uma agenda voltada ao enfrentamento do crime organizado, ao combate da violência de gênero e à modernização da prestação jurisdicional.
As ações contemplam a instalação de varas especializadas de abrangência estadual contra o crime organizado, a ampliação das varas de violência doméstica e familiar contra a mulher e o incremento nos sistemas tecnológicos, com a utilização de inteligência artificial em tarefas que conciliem a produção sem perder a qualidade de julgamento.
Uma das prioridades é a ampliação das Varas Especializadas em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, que funcionarão na capital e terão competência para atender às regiões administrativas judiciárias de todo o estado.
Segundo o TJ-SP, a medida amplia a especialização, a eficiência e a proteção institucional de magistrados e servidores que atuam em matérias de alta complexidade e sensibilidade.
Outro item prioritário é o aumento do número de varas de violência doméstica e familiar, com o objetivo de fortalecer a resposta do Judiciário a este tipo de ação, que paulistas e brasileiros veem crescer ano a ano. Atualmente, no Judiciário de São Paulo, existem 30 varas de violência doméstica e familiar contra a mulher e 14 anexos (capital e interior) e, nas palavras do presidente Francisco Loureiro, “o enfrentamento a esse tipo de crime demanda nossa atenção diuturna”.
Sobre a evolução tecnológica, o TJ-SP dará continuidade à transformação digital, com a substituição do sistema informatizado pelo eproc e a adoção de soluções de inteligência artificial como suporte à atividade jurisdicional, sempre observados os parâmetros éticos estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça e a independência decisória da magistratura. A diretriz é clara: utilizar a inovação para julgar rápido, julgar muito e julgar bem.
Maior tribunal do mundo em volume processual, o TJ-SP administra, atualmente, 17,1 milhões de ações em andamento, com 358 desembargadores, 2,3 mil juízes e 41,3 mil servidores ativos, distribuídos em 320 comarcas e 1.632 varas em todo o estado.