Detido em Taubaté após se envolver em confusão dentro da unidade de saúde ESF Chácara Silvestre, no bairro Chácara São Silvestre, o pintor Robson Vaz, 35 anos, conhecido como Robinho, disse que não se passou por vereador na ocasião. Ele também nega que tenha desacatado funcionárias da unidade.
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“Esse vereador veio me atacando com palavras ofensivas, puxou a chave da minha moto da minha mão, veio com agressividade, falando que eu estava desacatando funcionária pública”, disse Robinho.
De acordo com o boletim de ocorrência, a GCM (Guarda Civil Municipal) foi acionada por funcionários do posto de saúde após Robinho ter supostamente se apresentado como vereador e, em seguida, ter intimidado uma funcionária, afirmando que ela “perderia o emprego”.
O vereador Moisés Pirulito (PL), que estava no local realizando uma fiscalização de rotina, interveio na situação e relatou o ocorrido às autoridades.
Testemunhas confirmaram que o homem teria, em outras ocasiões, se identificado falsamente como vereador para constranger servidores públicos. Diante dos relatos, ele foi conduzido à Delegacia Seccional de Taubaté, onde o caso foi registrado.
Robinho disse que ficou detido por três horas na delegacia, prestando depoimento. Ele disse que não pode avisar a mulher sobre o ocorrido. “Não deixaram nem eu ligar para avisar minha esposa do que estava acontecendo.”
Na delegacia, após análise dos depoimentos, a autoridade policial confirmou a prática do crime de desacato e determinou a lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência, por se tratar de infração de menor potencial ofensivo. Robinho foi liberado após assinar termo de compromisso para comparecimento ao Juizado Especial Criminal.
O delegado responsável também representou pela aplicação de medidas cautelares, determinando que o autor mantenha distância mínima de 300 metros das vítimas e testemunhas, não mantenha contato com elas por qualquer meio e não frequente a unidade de saúde onde os fatos ocorreram.
Confusão no posto.
Afirmando que “corre atrás de melhorias para a população do bairro”, Robinho candidatou-se a vereador em 2024, pelo MDB, mas renunciou à candidatura. “Eu saí a vereador, mas só que renunciei para apoiar a [candidata a] prefeita Loreny na época”, explicou.
Sobre a confusão no posto, ele disse que foi à unidade de saúde marcar médico. Chegando ao local, disse que um vereador já estava no posto.
“Quando comecei a falar para eu ser atendido, a atendente já veio me tratando mal. Toda vez que ia lá, passava algo de errado para o pessoal da saúde, eles me tratam assim, mas nunca falei para ele que era vereador, eu sempre corri atrás da melhoria para o bairro, não só aqui na Chácara Silvestre, mas em outros bairros também, tenho muitos pedidos”, afirmou.
Segundo ele, o vereador o teria “atacado com palavras ofensivas”. “Ele disse que ia acabar comigo, jogou nas redes sociais, chamou a GCM para mim, fui conduzido à delegacia igual um vagabundo, mas para mim foi uma armação, porque um dia antes tinha ido ao posto e falaram para retornar no outro dia. Quando cheguei lá já estava na sala do fundo. Quando eu comecei a falar ele já saiu me acusando que eu estava me passando por vereador”, contou.
Robinho disse que “já está tomando as providências” e que pretende processar o vereador. “Foi usada a minha imagem. E me acusou e ameaçou. Numa coisa que eu não fiz”, afirmou.
“Eu me coloco como fiscal do povo ou representante do povo de Taubaté. Eu nunca coloquei vereador nas minhas redes sociais. E nunca me passei como vereador”, completou Robinho.
Procurado pela reportagem, o vereador Moisés Pirulito disse que as "testemunhas e o boletim de ocorrência confirmam a minha versão, o inquérito prosseguirá e a verdade prevalecerá". E concluiu: "Sigo firme na defesa de meus ideais e do povo taubateano".