PAC EM SÃO JOSÉ

Financiamento de R$ 60 milhões para comprar 12 ônibus é aprovado

Por Julio Codazzi | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 4 min
Adenir Britto/PMSJC
Projeto foi enviado à Câmara no início de julho
Projeto foi enviado à Câmara no início de julho

A Câmara de São José dos Campos aprovou nessa quinta-feira (15) o projeto do prefeito Anderson Farias (PSD) que autoriza o financiamento de R$ 60,3 milhões junto à Caixa Econômica Federal, por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal, para adquirir 12 ônibus elétricos articulados.

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No projeto, o prefeito afirma que o financiamento permitirá "modernizar e tornar o transporte público mais sustentável e eficiente". Pelo anúncio feito pelo governo federal em maio, o pacote do PAC irá investir R$ 10,5 bilhões para renovar a frota de 98 municípios, com a aquisição de ônibus elétricos e trens.

O projeto foi aprovado com 11 votos favoráveis e 10 contrários. Os votos favoráveis foram de Amélia Naomi (PT), Fabião Zagueiro (PSD), Juvenil Silvério (PSD), Júnior da Farmácia (MDB), Marcão da Academia (PSD), Marcelo Garcia (PRD), Milton Vieira Filho (Republicanos), Rafael Pascucci (PSD), Roberto do Eleven (PSD), Rogério da Acasem (PP) e Zé Luis (PSD).

Os votos contrários foram de Dr. José Claudio (PSDB), Dulce Rita (União), Fernando Petiti (PSDB), Juliana Fraga (PT), Lino Bispo (PL), Renato Santiago (União), Robertinho da Padaria (PRD), Roberto Chagas (PL), Thomaz Henrique (PL) e Walter Hayashi (União).

Discussão.

O projeto, que não estava na ordem do dia, foi incluído na pauta durante a sessão, após pedido do líder do governo, Marcão da Academia.

O texto foi alvo de críticas por parte da oposição. "É um projeto vergonhoso. Temos há quatro anos um edital do transporte público fracassado, que não consegue ser feito por essa administração. Querem comprar 12 ônibus novos, enquanto temos 380 sucatas rodando na cidade. Mais uma dívida gerada pela administração do PSD. E agora, a toque de caixa, coloca para votar o projeto que não estava na pauta. E para a Linha Verde, que anda às moscas? Que transporta vento? É uma vergonha", disse Thomaz Henrique.

"É um dinheiro alto", afirmou Lino Bispo. "É um absurdo a gente aprovar um empréstimo de R$ 60 milhões", disse Walter Hayashi. "R$ 60 milhões para comprar 12 ônibus elétricos não vai fazer diferença alguma para a população", afirmou Renato Santiago. "Votar a favor desse projeto é votar a favor do mau emprego do dinheiro público", disse Dr. José Claudio. "É um governo que não conseguiu fazer uma licitação de ônibus. Incompetência total", afirmou Fernando Petiti.

Dos vereadores que votaram a favor do projeto, apenas Amélia Naomi, que também é da oposição, usou a tribuna para defender a proposta - que é ligada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio do PAC. "Sou oposição, mas não sou do quanto pior, melhor", justificou.

Frota.

A frota do transporte público de São José dos Campos conta atualmente com 363 veículos, sendo 351 das três concessionárias que atuam na cidade e 12 da Prefeitura - esses últimos são os VLPs (Veículos Leves sobre Pneus) da Linha Verde, que foram comprados em 2020 da BYD por R$ 34,7 milhões, o que representou um custo de R$ 2,894 milhões por veículo.

Os contratos das atuais concessionárias deveriam ter sido encerrados entre abril de 2020 e fevereiro de 2021, mas têm sido prorrogados porque a Prefeitura ainda não conseguiu concluir a nova licitação do transporte.

Desde 2022, a Prefeitura passou a apostar em um novo modelo, que consistiria na locação de 400 veículos elétricos para o transporte, mas cinco tentativas de licitação já fracassaram.

Prefeitura.

Quando o projeto foi enviado à Câmara, a Prefeitura afirmou que os 12 ônibus que serão adquiridos por meio do PAC "irão complementar a frota operacional do serviço de transporte público coletivo, ampliando o volume de veículos e a oferta do serviço à população".

Ou seja, o município passará a ter 24 veículos próprios - os 12 novos e os 12 VLPs - e insistirá na aposta de alugar outros 400, por meio da Urbam (Urbanizadora Municipal), que é uma empresa controlada pelo Prefeitura.

Na ocasião, a reportagem também questionou por que a Prefeitura às vezes opta por comprar veículos e em outras situações prefere fazer a locação. Sem esclarecer esse ponto, a Secretaria de Mobilidade Urbana afirmou apenas que "a licitação realizada pela Urbam tem por objetivo substituir toda a atual frota operacional movida a diesel, enquanto a proposta selecionada no PAC tem por objetivo a ampliação de frota operacional com veículos de maior porte (articulados)".

Comentários

1 Comentários

  • Joel de oliveira 15/08/2024
    Putz dívida para os próximos prefeitos,só o pó.