Após ser picada por um escorpião na madrugada de quinta-feira (21), Clara Vitória Costa Silva, de um ano e seis meses, a pequena Clarinha, segue sedada e internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Regional de Taubaté.
Acesse este link para entrar no grupo do WhatsApp de OVALE: https://chat.whatsapp.com/Cr0OaWpMsRCAOp97WpQhAD
Segundo a mãe, Ellen Rose Costa, 33 anos, a menina já teve uma parada cardíaca e segue entubada e sedada pelos médicos. Ela chegou a mexer os pés e as mãos, além de abrir os olhinhos.
O quadro ainda é grave, mas a menina teve uma leve melhora na noite de sexta-feira (22), como revelou OVALE.
“Ela está sedada para a medicação fazer efeito, e ela poder sair. Temos que esperar o corpo dela reagir. A médica disse que duas crianças morreram lá depois de 7 dias. Disse que o estado dela é gravíssimo”, afirmou Ellen durante a tarde de sexta. À noite, o quadro havia melhorado levemente.
"Tenho fé que a minha bebê vai sair daqui. Sobre o quadro de melhoras dela: a Clara está melhorando gradativamente, bem devagar, mas não tem problema, eu fico aqui 10 dias, um mês se precisar, desde que a minha filha melhore, saia viva daqui nos meus braços", afirmou a mãe.
A mãe se apega na fé e na religiosidade para salvar a vida da filha. “Estou meio aérea ainda, já chorei muito, mas acreditamos e nos mantemos na fé. Conversei muito com Deus e fiz promessa”, disse a mãe, que também tem uma filha de oito anos.
“Ela vai sair comigo do hospital. Deus não vai abandonar minha filha. Estou fazendo o que posso. Preparando para ela voltar”, completou Ellen, enquanto chora. A mãe de Clarinha se emociona ao saber que o Vale do Paraíba está em oração pela recuperação da menina.
Leia mais: Clarinha, de um ano, é picada por escorpião e está em estado grave na UTI de Taubaté
Leia mais: VÍDEO: 'Graças a Deus ela está melhorando', diz mãe de Clarinha; bebê segue internado
O CASO.
O drama de Clarinha teve início na madrugada desta quinta-feira (21), quando ela foi picada em um dos dedos por um escorpião enquanto brincava com a mãe.
“Nós estávamos brincando. Ela me esperou chegar, porque eu trabalho à noite, e quando ela pegou uma bolinha, veio correndo para mim, chorando, desesperada”, disse mãe, que trabalha em uma pizzaria. A família mora no bairro Boa Vista, em Pindamonhangaba.
Ali começava uma busca desesperada por ajuda. O ataque aconteceu por volta das 3h30. Ellen e Clara brincavam e estavam gravando vídeos para as redes sociais. “Como trabalho à noite, ela não dorme até eu chegar. E quando chego, é difícil ela pegar no sono. Então, brincamos”, disse a mãe.
Desesperada com a filha chorando e perdendo as forças, Ellen pegou a criança no colo e saiu correndo pelas ruas do bairro em busca de ajuda, pela madrugada. “Tinha dois homens que ajudaram carregar minha filha pelo colo”, disse. Durante o trajeto, Clara teria sofrido convulsões e estava desfalecida.
Clara deu entrada no pronto-socorro municipal de Pindamonhangaba já em estado grave. Na unidade de saúde ela foi medicada com soro antiescorpiônico. Mas com o estado de saúde piorando, a criança foi transferida para o Hospital Regional de Taubaté. “A vaga foi liberada muito rápido, e agora ela está aqui”, diz a mãe que permanece com filha. ‘Deus não vai abandonar minha filha’, afirmou a mãe.