Por instinto de preservação, mulheres vítimas de violência doméstica tendem a esconder dos filhos as agressões que sofrem de maridos e companheiros. Elas não querem que eles sofram.
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Mas no caso da pedagoga Ana Flavia Lima, de São José dos Campos, foi justamente a filha de sete anos a principal incentivadora para ela sair de um relacionamento abusivo.
“O tempo inteiro ela pedia a separação, dizia que não aguentava mais aquilo, que o ‘tio’ não iria mudar, que era para a gente ir embora com a vovó e me deu muita força. Se não fosse ela, eu não estaria aqui. Lembro que falava ‘mamãe você pode, você é guerreira e consegue sair disso’”, disse Ana Flavia.
FILHA
Fruto de um relacionamento anterior, a pequena Manuela percebeu o sofrimento que a mãe passava com o atual marido e a incentivou a interromper a relação, sendo fundamental para a decisão de Ana Flavia se separar.
“Na quinta-feira (23), ele chegou em casa brigando, me empurrou e foi quando eu decidi que não dava mais para continuar. Durante todo esse momento a minha filha foi fundamental na minha vida. Quando disse que tomei a decisão de voltar para São José e de me separar, ela falou: ‘Graças a Deus mamãe, papai do céu ouviu as minhas orações’”, relatou Ana Flavia.
Ela denunciou o caso nas redes sociais e pediu ajuda financeira para voltar a São José e retomar a vida, após mudar-se com o marido para Jaboticabal.
VIOLÊNCIA
Segundo ela, o companheiro ficou violento após viciar-se no pôquer. “Todas essas violências tiveram início depois que ele começou a jogar. No começo, era só brincadeira na casa de amigos, depois ele começou a frequentar casas de jogos e, por fim, a jogar online. Foi então que as coisas começaram a sair do controle”, disse a pedagoga.
A rotina passou a ser de agressões, perda de dinheiro e ameaças, até que Ana Flavia resolveu se separar e voltar a São José.
Agora ela sonha em recomeçar. Para conseguir voltar para São José e se restabelecer, a pedagoga lançou um pedido de ajuda financeira. Ela recebe doações pelo Pix: anaflavialima0312@gmail.com.
Se você é ou conhece alguma vítima, denuncie entrando em contato pelo telefone: 190 ou procurando a delegacia mais próxima.