A montadora General Motors se reuniu com representantes dos sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos, Mogi das Cruzes e São Caetano do Sul, neste domingo (29), para discutir as demissões feitas nas três plantas.
No encontro, de acordo com as organizações sindicais, a GM reforçou que está em processo de reestruturação e que as demissões foram necessárias.
A empresa disse ainda que discutiria alternativas somente se os representantes dos trabalhadores aceitassem os cortes de cerca de 1.200 trabalhadores nas três fábricas – 800 empregados teriam sido demitidos somente em São José.
Os sindicatos disseram que a continuidade nas conversas só vai acontecer caso a montadora cancele as demissões. As organizações ainda pontuaram na reunião que os desligamentos de trabalhadores foram “covardes e ilegais” e cobraram a garantia de estabilidade do acordo de layoff.
A cláusula 4.1 do acordo de layoff prevê que “na hipótese de não haver possibilidade do retorno antecipado ao trabalho, e findado o período de cinco meses sem alteração do cenário atual, as partes ajustam a possibilidade de extensão do presente acordo coletivo por mais cinco meses, podendo a suspensão do contrato de trabalho total ou parcial permanecer em vigor até 3 de maio de 2024 sem a necessidade de nova assembleia ou aditamento ao presente acordo”.
Após intensas discussões, segundo os sindicatos, a GM se comprometeu a apresentar a posição dos negociadores à diretoria da empresa. Os sindicatos pretendem manter as negociações unificadas e afirmaram que a greve se manterá até que as demissões sejam canceladas.
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Comentários
3 Comentários
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James Hoyt 30/10/2023Que Feche a Fábrica e vá embora do Brasil. -
Flavio Monteiro 30/10/2023Se os greve não acabar, vai haver demissão em massa na GM. -
João Adriano concer 30/10/2023Não adianta era previsto isso, a Renault no passado fez a mesma coisa na época dos 747 e mandaram mais gente ainda. Quando a empresa decide não adianta