DRAMA

‘Enquanto Fox quiser lutar, vamos lutar junto com ele’, diz tutora do cãozinho do Vale

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Fox durante a transferência para o hospital de São Paulo
Fox durante a transferência para o hospital de São Paulo

O cãozinho Fox segue lutando pela sua sobrevivência após ser brutalmente atacado por um cachorro da raça bull terrier, em São José dos Campos.

O animal completa duas semanas internado em hospitais veterinários e a situação clínica dele é bastante grave, com um quadro de anemia grave que dificulta o tratamento.

Fox segue internado em um hospital veterinário em Moema, na zona sul de São Paulo. Os veterinários reservaram uma bolsa de sangue caso Fox precise passar por uma transfusão.

Em transmissão ao vivo na manhã deste domingo (22), Sofia Albuquerque, 24 anos, uma das tutoras de Fox, disse que os exames do cão da raça spitz alemão estão “ruins”, mas que a família não pensa em “abrir mão do Fox” neste momento.

“Os exames estão ruins, mas no momento abrir mão do Fox está fora de cogitação, como optar por uma eutanásia. Enquanto o Fox quiser lutar, vamos lutar junto com ele. Não vamos desistir dele. E ele claramente não quer desistir”, afirmou Sofia, bastante emocionada na transmissão.

Um processo de eutanásia só seria realizado em última instância, quando os veterinários perceberem que Fox desistiu de lutar pela vida ou dê sinais de que não aguenta mais a condição grave de saúde.

Neste domingo, embora o quadro de saúde continue muito grave, a situação do cãozinho segue estável. Durante a madrugada, contou Sofia, os veterinários precisaram passar uma nova sonda pela traqueostomia para ajudar na respiração do animal, que estava insuficiente.

Instigado pelo tutor, o bull terrier mordeu e arrancou o focinho de Fox, que precisou passar por três cirurgias. Uma delas foi para fazer a traqueostomia, um buraco que se faz no pescoço do animal para que ele consiga respirar.

“Como ele perdeu o focinho, o Fox não está conseguindo respirar suficientemente pelas narinas, porque o arzinho que entra por lá não é suficiente para suprir o organismo dele, então ele precisou fazer a traqueostomia”, disse Sofia.

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