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VÍDEO: Com Fox ‘abatido’ e com exames preocupantes, família pede corrente de orações

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Fox no hospital em São Paulo: luta pela vida
Fox no hospital em São Paulo: luta pela vida

A condição de saúde do cãozinho Fox continua preocupante e incerta, com a equipe médica tentando estabilizar seus exames, que não estão bons, e minimizar os danos sofridos pelo ataque em São José dos Campos. A família do animal pede uma corrente de orações pela recuperação.

O cãozinho da raça spitz alemão de sete anos está em São Paulo desde a noite de quinta-feira (19), quando foi transferido, em uma ambulância, para um hospital veterinário em Moema, na zona sul da capital.

A enfermeira Sofia Albuquerque, 24 anos, uma das tutoras de Fox, fez uma visita ao cãozinho na tarde desta sexta-feira (20) e postou informações sobre a situação do animal na manha deste sábado (21). Ela também conversou com a veterinária que cuida do Fox. O prognóstico continua preocupante.

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“Ele estava muito prostrado e chorei no hospital. Fiquei 30 minutos com ele, que passou todo o tempo deitado. Na hora de ir embora, eu ofereci uma gaze molhada com água para ele e parece que renasceu das cinzas por causa da água”, contou Sofia.

Segundo ela, a veterinária estuda fazer uma transfusão de sangue em Fox para aumentar a chance de recuperação do animal.

“O que aconteceu com o Fox foi um crime, saber que a pessoa fez isso de propósito, só por ruindade. Não é só levar o cachorro para o hospital e deixá-lo lá, mas estar com ele. Toda a nossa rotina mudou”, completou ela.

Na sexta, ela havia publicado um vídeo nas redes sociais perguntando o motivo de o cãozinho estar “tão prostrado”.

“Ele já foi muito furado, precisa pegar um acesso direto no coração para resolver isso. Mas como? Se ele está com hematoma no pescoço inteiro e foi anestesiado há menos de 48h? Senhor, interceda por ele”, afirmou Sofia.

A luta pela sobrevivência de Fox depende de uma série de fatores. O principal deles, segundo Sofia, é a estabilidade bioquímica do organismo do animal, severamente afetado após o ataque que ele sofreu em São José.

SEM FOCINHO

Instigado pelo tutor, o bull terrier mordeu e arrancou o focinho de Fox, que precisou passar por três cirurgias. Uma delas foi para fazer uma traqueostomia, um buraco que se faz no pescoço do animal para que ele consiga respirar.

“Como ele perdeu o focinho, o Fox não está conseguindo respirar suficientemente pelas narinas, porque o arzinho que entra por lá não é suficiente para suprir o organismo dele, então ele precisou fazer um traqueostomia”, contou Sofia.

“Só por estar tudo muito machucado, ele não consegue também ter essa respiração muito adequada pela narina. Por isso que não é suficiente. Além disso, mesmo tendo feito essas três cirurgias, ele ainda está com um pedaço do céu da boca aberto. Então, ele não pode comer e nem beber porque senão tem risco de ele aspirar essa comida e essa bebida”, completou.

RECUPERAÇÃO

Sofia disse que não há nenhuma previsão de alta para Fox nesse momento e nem sobre a evolução do tratamento.

“Ele está com muitos problemas. Ele só está vivo porque está internado. Se ele estivesse em casa, não iria aguentar. A atual situação dele dependente de uma unidade de saúde. E aqui nesse hospital tem UTI para animal”, afirmou a tutora, que se considera “irmãzinha” do cão.

Sofia disse que o tratamento mais urgente é estabilizar o organismo de Fox, que segue descompensado em razão da violência do ataque que sofreu. A condição dele vem sensibilizando o país.

“Nesse primeiro momento, os veterinários precisam estabilizar o Fox a nível bioquímico, porque quando a gente olha para ele de fora, ele parece estar bem, só que por dentro, o sangue dele não está com os níveis adequados, com as substâncias que precisam estar. Isso pode fazer com que ele tenha uma nova parada cardíaca”, explicou.

“Devido a esses fatores, a única preocupação é estabilizar os níveis para que depois ele consiga passar por uma próxima cirurgia, que vai no mínimo tampar esse buraco que está no céu da boca, para que consiga tentar tomar água e consiga tentar comer de forma independente.”

A enfermeira disse que não há previsão para quando o cãozinho poderá passar pela quarta cirurgia. Mesmo assim, a família já está conversando com um veterinário que quer tentar fazer a reconstrução da face no Fox, dilacerada pelo ataque do bull terrier.

“Mas isso tudo é muito para mais para frente. Está fora de cogitação ele mexer com isso nesse momento, porque ele não tem estrutura física para aguentar uma cirurgia grande agora”, afirmou Sofia.

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