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Educação está entre as prioridades da população no Vale e Campinas

Por Daniela Borges |
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Educação está entre as prioridades da população do Vale e Campinas
Educação está entre as prioridades da população do Vale e Campinas
A educação é o principal caminho para a transformação social e mudança de vida.
 
Prova do grau de importância que a sociedade brasileira tem demonstrado em relação ao ensino está no levantamento encomendado por OVALE à Ágili Pesquisas, que mostra que a educação está no pódio das prioridades na opinião dos moradores de São José dos Campos e Taubaté (2ª colocada) e Campinas (3ª).  Ela é citada como prioridade por 18,27% dos joseenses, por 17,75% dos taubateanos e 13,87% dos campineiros, de acordo com os levantamentos feitos por OVALE em maio.
 
“Quando a população coloca a educação como prioritária, indica acreditar que por meio da formação possibilita-se melhoria na qualidade de vida, em especial na projeção e ascensão profissional e, por consequência, econômica”, explica a pedagoga Camila Beltrão Medina, coordenadora do curso de Pedagogia da Univap (Universidade do Vale do Paraíba).
 
Mais do que isso, significa dizer que a sociedade acredita na educação como forma de enfrentamento de desafios sociais que marcam profundamente o país, segundo avalia Daniela Mendes, analista de políticas educacionais do Todos Pela Educação. “Por exemplo, uma pesquisa Ipec recente, encomendada pelo Todos Pela Educação, mostra que 96% dos brasileiros concordam totalmente que melhorar a educação pública é muito importante para resolver outros problemas do país, como a violência, a pobreza e a desigualdade”, aponta. 
 
Segundo ela, essa priorização captada pelas pesquisas pode se dar tanto a partir de uma visão mais coletiva de sociedade, como também a partir de expectativas mais individuais de pais e famílias em relação ao futuro de seus filhos. “Na pesquisa Ipec, 92% dos brasileiros concordam, totalmente ou em parte, que estudar em escolas de qualidade é muito importante para uma pessoa ter uma vida melhor”.
 
Desafios. 
Apesar da pandemia que trouxe retrocesso, a educação no Brasil evoluiu nas últimas décadas, principalmente em relação ao acesso escolar. Porém, ainda há muito que avançar em relação à qualidade. “O país precisa garantir que os alunos aprendam. No estado de São Paulo, menos de 6% dos jovens têm aprendizado adequado em matemática ao final do Ensino Médio. Já em Língua Portuguesa são apenas 37% (dados de 2019)”, pontua. Outro desafio está na equidade. “Ainda há muita desigualdade no nosso sistema de ensino, envolvendo questões socioeconômicas, raciais e até mesmo regionais.
 
Por exemplo: estudantes de nível socioeconômico menor, e também estudantes pretos e pardos, têm índices de aprendizagem abaixo da média nacional”, afirma. “Em um país tão desigual como o Brasil, a equidade deve ser o pilar de uma Educação de qualidade”, diz Daniela.
 
 
Prioridade também deve ser política

Uma conta que não fecha. Se a educação é uma prioridade para a população, por qual motivo não tem a mesma importância nas políticas públicas?
 
Para Camila Beltrão Medina, coordenadora do curso de Pedagogia da Univap, a falta de vontade pública pode estar ligada à ideia de que investir em educação é algo custoso aos cofres públicos. 
 
“A educação precisa ser compreendida como investimento no futuro do povo e não como despesa pública”, afirma. Outro aspecto a ser considerado, segundo ela, é a formação de professores, bem como a valorização desta profissão. “Valorização econômica e social. Precisamos de professores, pois o interesse pela docência está se esvaindo. Precisamos de professores com formação sólida”, conclui. 
 
“É preciso atribuir prioridade política à educação", reforça ainda Daniela Mendes, do Todos Pela Educação. “Além de compromisso político, é necessário que governo federal, estados e municípios atuem de forma cooperativa para formulação e implementação de políticas educacionais, envolvendo apoio financeiro e técnico”, complementa.

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