Há quase um mês, parentes e amigos de Décio de Castro Santos Júnior buscam informações sobre o jovem, que saiu de casa no último dia 18 de janeiro e, desde então, não foi mais visto. A Deic (Delegacia de Investigações Criminais) investiga a ocorrência, mas, por enquanto, não há novidades que apontam para um possível paradeiro do desaparecido.
Em conversa com Neimar Camargo, delegado responsável pelo caso, OVALE obteve confirmação de que os ofícios policiais são considerados peças-chave na apuração.
"Estamos mais aguardando essa parte judicial dos pedidos que eu fiz de sigilo bancário, telefônico, WhatsApp e etc", comentou Camargo.
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Segundo o delegado, os trâmites seguem na mão do juiz responsável, que faz a ponte entre a Polícia Civil e as empresas que devem ceder os dados solicitados, como aplicativos de corrida, delivery, troca de mensagens e também de bancos.
Imagens de câmeras do CSI (Centro de Segurança e Inteligência) também são vasculhadas pela Deic à procura de flagrantes de Décio. Até o momento, porém, não há retorno sobre esta vertente de investigação.
Durante quase um mês sem respostas, a família de Décio sofre com sua ausência. O jovem sumiu quando tinha 23 anos, mas no último dia 7 de fevereiro completou 24º aniversário longe de todos e sem passar recados.
"Eu já estou até sem coragem de ligar de novo para o IML. Jesus... que luta, viu?", lamentou uma irmã de Décio. Com receio de encontrar o irmão sem vida, ela costuma checar a identidade de vários corpos encontrados pela região do Vale do Paraíba.
MOTORISTA DE APLICATIVO.
Na última semana, uma motorista do aplicativo 'Uber' entrou em contato com a família de Décio e confirmou ter dado carona ao estudante no dia 18 de janeiro, quando ele 'fugiu' de casa.
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A mulher diz ter levado ele para um hotel da Vila Piratininga, na zona central de São José, em um local próximo ao Terminal Rodoviário Frederico Ozanam.
A versão é apurada pela polícia. "A gente vai identificar e identificar essa pessoa [a motorista] (...) Essa moça não veio até a gente, estamos atrás dela para poder ouví-la", pontuou o delegado Camargo, que reforçou que imagens de câmeras poderão ser colhidas no hotel em que Décio foi supostamente deixado.
O CASO.
Décio de Castro Santos Júnior, 24, desapareceu no último dia 18 de janeiro na zona sul de São José dos Campos. Ele e a mãe moravam sozinhos. A genitora saiu para trabalhar e o jovem, muito apegado a ela, a ligou por diversas vezes para conversar.
Quando chegou em casa, já no período da noite, Sueli Leme não encontrou o filho na residência. O jovem sumiu apenas com a roupa do corpo e o celular. Ele fez uma transferência monetária para um app de banco antes de sair.
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Sueli realizou buscas por adegas próximas, mas não encontrou Décio. Como era de costume que ele saísse com frequência, a mulher não estranhou tanto a situação.
Por volta de 1h de 19 de janeiro, ele ligou para a mãe, mas ela não atendeu. Sueli olhou o celular apenas às 3h, mas não obteve retorno ao tentar contato.
O último rastro deixado pelo desaparecido, um status no aplicativo WhatsApp, indicava que ele poderia ter se dirigido para Ubatuba, por mais que não tivesse conhecidos na cidade do Litoral Norte. Desde então, o paradeiro do jovem segue um completo mistério. Alguns boatos foram recebidos e apurados por parentes e amigos.
Uma irmã de Décio, que mora em Caraguatatuba, fez buscas por Ubatuba, mas não encontrou pistas. Relatos também contavam que o desaparecido poderia ter sido visto na Estação Ferroviária de Jacareí e também em Taubaté. A Polícia Civil segue investigando o caso.
A mesma irmã informa que Décio luta contra a depressão há, pelo menos, três anos. Neste meio tempo, ele já tentou suicídio por algumas vezes.
Semanalmente, o jovem recebia tratamento psicológico em uma unidade do Caps (Centro de Atenção Psicossocial) de São José.
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Combate ao Suicídio: O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias. O telefone é 188 e o site é o www.cvv.org.br.