CASO LEONARDO

Prefeito de S. José, Anderson lamenta morte de Leonardo; internautas criticam segurança

Por Patrick C. Santos | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 4 min
Claudio Vieira/PMSJC
'Eu mesmo, sendo pai de três jovens, não consigo imaginar a dor da família e amigos', digitou Anderson Farias
'Eu mesmo, sendo pai de três jovens, não consigo imaginar a dor da família e amigos', digitou Anderson Farias

Prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD) utilizou as redes sociais para prestar solidariedade à família do joseense Leonardo do Prado Moreno, 22 anos, cujo corpo foi supostamente encontrado no Parque da Cidade durante o último sábado (21). O comentário, porém, foi alvo de críticas por conta da demora por respostas sobre o caso vindas do CSI (Centro de Segurança e Inteligência), que é gerido pela prefeitura e dispõe de cerca de 1.200 câmeras espalhadas pela cidade.

O corpo foi encontrado no parque após quase um mês desde que universitário sumiu. A família reconheceu o cadáver por conta dos pertences e vestimentas, mas aguarda um exame de DNA confirmar a identidade do corpo para 'dar fim ao caso'.

"Com muita tristeza, a notícia que confirma o falecimento do estudante joseense, Leonardo do Prado Moreno", escreveu Anderson. "Minha solidariedade à família e amigos. Que Deus Alivie a dor da perda", complementou.

O comentário foi deixado em uma publicação feita por OVALE no Instagram. A matéria em questão falava sobre amigos e desconhecidos que estavam deixando mensagens de apoio nas redes sociais de Leonardo.

Uma chuva de críticas, no entanto, foi direcionada à mensagem escrita por Anderson. A maioria das respostas cobrava um parecer pela falta de segurança no parque Roberto Burle Marx.

"Seu infeliz, cadê a guarda municipal fazendo ronda naquele lugar? Cadê as câmeras?", escreveu um usuário. O mesmo internauta apontou que Anderson apenas se importava para a segurança em bairros nobres de São José, como o Jardim das Colinas.

O prefeito fez sua tréplica ao dizer que 'as forças de segurança estão presentes em todas as regiões da cidade'. "[Os agentes] são homens e mulheres que colocam suas vidas em risco para nos proteger. Uma pena essa sua atitude neste momento", escreveu Anderson. "Eu mesmo, sendo pai de três jovens, não consigo imaginar a dor da família e amigos", complementou.

Entre acusações e defesas, o comentário já rendeu quase 30 respostas. O único internauta respondido por Anderson foi o citado acima.

 

CÂMERAS DO CSI.

Uma grande crítica de populares que acompanharam o 'caso Leonardo' desde o último dia 23 de dezembro de 2022 foi sobre a condição das câmeras inteligentes dispostas em São José. Imagens que flagravam o universitário apenas foram divulgadas no último dia 16, quando Léo já estava sumido há 24 dias.

De acordo com a Secretaria de Proteção ao Cidadão, o Parque da Cidade já conta com 14 câmeras inteligentes e monitoradas durante 24 horas por dia. A pasta informou que oito novas câmeras do CSI estão sendo implementadas na área, mas, até o momento, não há prazo para o fim das instalações.

"As câmeras inteligentes do CSI possuem analíticos embarcados que ajudam na melhor identificação de pessoas como, por exemplo, o reconhecimento facial e estão instaladas nas áreas de circulação das pessoas para ajudar no trabalho preventivo de segurança", explicou a secretaria, em nota.

Além dos aparelhos, a segurança do parque é feita também pela GCM (Guarda Civil Municipal) através de patrulhamentos preventivos, também 24 horas por dia.

HISTÓRICO DO CASO:

Léo, como é chamado por pessoas próximas, desapareceu na manhã do último dia 23 de dezembro na zona norte de São José. Ele saiu de casa, na Vila Sinhá, e foi visto pela última vez entrando no Parque da Cidade às 9h do mesmo dia. No último sábado (21), após quase um mês desde o desaparecimento de Léo, um corpo foi encontrado em uma área de mata do parque.

O jovem joseense havia se mudado para Belo Horizonte (MG) há cinco anos por conta da faculdade. Em dezembro, veio ao Vale para passar o Natal com a família, mas mentiu ao dizer que sairia para almoçar com uma amiga e, desde então, não deu mais notícias. Pouco antes, ele enviou um áudio em tom de despedida para amigos e familiares.

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Um dos prováveis motivos para o sumiço do jovem, segundo a polícia, seria uma desilusão amorosa sofrida pelo jovem, que sofria de depressão e havia terminado um relacionamento de dois anos com um ex-namorado de BH.

Na noite anterior ao desaparecimento, Léo teria ficado sabendo, durante uma festa em São José, que o ex-companheiro havia o traído enquanto estavam juntos. Ele voltou para casa, chorou e foi consolado pela mãe, que inclusive dormiu com o filho para acalmá-lo. Na manhã seguinte, Léo parecia melhor, mas a polícia descobriu que ele pesquisou tópicos relacionados a suicídio antes de sumir.

(Reprodução/Redes sociais)
(Reprodução/Redes sociais)

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