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'Em nome de Jesus, creio na volta do meu filho', diz mãe de universitário desaparecido

Por Patrick C. Santos | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Arquivo pessoal
'Estou estraçalhada humanamente, como mãe, mas Deus tem me segurado e me estruturado para me colocar de pé todos os dias', diz Maria Francisca Moreno
'Estou estraçalhada humanamente, como mãe, mas Deus tem me segurado e me estruturado para me colocar de pé todos os dias', diz Maria Francisca Moreno

A família e os amigos do universitário Leonardo de Prado Moreno, de 22 anos, têm a esperança de encontrá-lo com vida. O estudante saiu de casa na manhã do dia 23 de dezembro do ano passado, foi flagrado entrando no Parque da Cidade, na zona norte de São José dos Campos, e não foi mais visto. A polícia investiga o caso.

"Cremos, em nome de Jesus, na volta dele. Tô muito esperançosa", disse a OVALE Maria Francisca, mãe do desaparecido e porta-voz da família Moreno. "Eu creio em Deus que ele vai voltar. Eu sei que vai voltar, eu creio nisso dentro de mim", complementou.

Religiosa, dona Francisca se demonstra confiante ao supor que Leonardo está passando por conflitos psicológicos, mas que segue bem e logo retornará à vida cotidiana.

"Eu não estou procurando meu filho morto, eu estou procurando meu filho vivo. Eu nem vou na procura, eu vou no intuito de achar o caminho que ele passou", explicou Francisca. Ela acredita que Léo possa ter passado pelo Parque Roberto Burle Marx, cuja área é superior a de 1 milhão de m², e chegado até algum bairro remoto.

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Nas orações da genitora, um dos pedidos mais fortes roga para que o universitário reapareça até o final do mês. No próximo dia 31 de janeiro, Léo deve completar 23 anos. "Eu ando em jejum e oração. Eu estou estraçalhada humanamente, como mãe, mas Deus tem me segurado e eu tenho me estruturado nele para me colocar de pé todos os dias", complementou.

A informação de que Leonardo foi filmado entrando no Parque da Cidade no dia em que desapareceu foi confirmada na última segunda-feira (16). Desde sexta (13), porém, a Deic (Delegacia de Investigações Criminais) realiza buscas na região através de câmeras, cães farejadores e drones. Nenhuma nova pista, no entanto, foi encontrada até o momento.

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Investigadores da Polícia Civil devem se reunir com amigos de Leonardo neste domingo (22) em um mutirão de buscas. Jéssica Brito, uma das melhores amigas do jovem e responsável pela organização do grupo de buscas, afirma estar com 'muita fé e pensamentos positivos desde o início'.

"Mesmo com todo o medo, agonia, angústia e frustração, estamos seguindo firmes e fortes!", explicou Jéssica. "Como eu sempre falei para amigos próximos, a gente tem que encarar a realidade e enfrentar. Ninguém tá preparado para o pior, mas estamos cientes do que pode ter acontecido", finalizou.

HISTÓRICO DO CASO.

Léo, como é chamado por pessoas próximas, desapareceu na manhã do último dia 23 de dezembro na zona norte de São José. Ele saiu de casa, na Vila Sinhá, e foi visto pela última vez entrando no Parque da Cidade às 9h.

O jovem é joseense, mas se mudou para Belo Horizonte (MG) há cinco anos por conta da faculdade. Em dezembro, veio ao Vale para passar o Natal com a família, mas mentiu ao dizer que sairia para almoçar com uma amiga e, desde então, não deu mais notícias. Pouco antes, ele enviou um áudio em tom de despedida para amigos e familiares.

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Um dos prováveis motivos para o sumiço do jovem, segundo a polícia, seria uma desilusão amorosa sofrida pelo jovem, que sofria de depressão e havia terminado um relacionamento de dois anos com um ex-namorado de BH.

Na noite anterior ao desaparecimento, Léo teria ficado sabendo, durante uma festa em São José, que o ex-companheiro havia o traído enquanto estavam juntos. Ele voltou para casa, chorou e foi consolado pela mãe, que inclusive dormiu com o filho para acalmá-lo. Na manhã seguinte, Léo parecia melhor, mas a polícia descobriu que ele pesquisou tópicos relacionados a suicídio antes de sumir.

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