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Morre o cantor e compositor Benito Di Paula, aos 84 anos

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/Benito Di Paula/Facebook
Nascido Uday Velloso, em Nova Friburgo (RJ), Benito ganhou projeção nacional nos anos 1970 com um estilo próprio de samba.
Nascido Uday Velloso, em Nova Friburgo (RJ), Benito ganhou projeção nacional nos anos 1970 com um estilo próprio de samba.

O cantor, compositor e pianista Benito Di Paula morreu na noite deste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. Uday Velloso, nome de batismo do artista, estava internado no Hospital 9 de Julho e enfrentava um câncer de próstata havia cerca de um ano.

Nascido em Nova Friburgo (RJ), em 1941, Benito começou a carreira como crooner (cantor que interpreta canções populares, românticas ou sentimentais com voz suave, íntima e aveludada) em boates. Em 1967, entrou no mercado fonográfico e lançou o primeiro álbum, “Benito Di Paula”, em 1971. O disco seguinte, “Ela”, saiu em 1972 e trouxe “Violão não se empresta a ninguém”.

A projeção nacional veio em 1973, com “Retalhos de Cetim”. A música abriu uma sequência de sucessos que marcou principalmente a década de 1970, entre eles “Charlie Brown”, “Beleza que é você mulher”, “Bandeira do samba”, “Como dizia o mestre”, “Vai ficar na saudade”, “Tudo está no seu lugar”, “Do jeito que a vida quer”, “Assobiar e chupar cana” e “Proteção às borboletas”.

Benito desenvolveu um estilo próprio ao unir o samba ao piano. O artista se definia como “sambeiro” e “pianeiro” e não como integrante da tradição de sambistas representada por nomes como Martinho da Vila e Paulinho da Viola.

A carreira também alcançou o público internacional. Benito levou sua mistura de piano e samba a países como Japão, México, Estados Unidos, Argentina e França. A mesma fonte registra 35 álbuns gravados e 45 milhões de cópias vendidas. 

Na década de 1980, o cantor manteve sucessos como “Ah! Como eu amei” e “Amigo do sol, amigo da lua”, esta última incluída na trilha sonora da novela “A Gata Comeu”, da TV Globo, em 1985.

Benito continuou lançando discos nas décadas seguintes. Entre seus trabalhos mais recentes estão “A felicidade é nossa”, de 2017, e “O infalível zen”, lançado em 2021 para celebrar seus 80 anos. Em 2025, foi homenageado pela escola de samba Águia de Ouro no Carnaval de São Paulo.

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