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Kassio se reúne com Janones para discutir 'Exército do Lula'

Por Juliana Arreguy | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Tomaz Silva/Agência Brasil
O deputado federal André Janones (Rede-MG)
O deputado federal André Janones (Rede-MG)

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, se reuniu com o deputado federal André Janones (Rede-MG) nesta quarta-feira (14) para discutir o canal "Exército do Lula" no WhatsApp.

A reunião entre os dois ocorreu às 17h e durou cerca de uma hora. O encontro ocorreu a pedido da defesa do deputado, que movimenta as redes sociais em defesa da reeleição do presidente Lula (PT).

A informação foi confirmada pelo próprio Janones. O deputado, no entanto, não respondeu sobre como foi a conversa.

O canal, com mais de 4 milhões de seguidores, está fora do ar desde a terça-feira (13) por determinação do magistrado a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que alegava, sem provas, que o grupo propagava fake news.

No sábado (10), o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, optou por não acatar o pedido enquanto a campanha de Flávio não apresentasse um complemento das provas. No entanto, no dia seguinte, Kassio censurou o canal.

Cueva, então, deu uma nova decisão ainda no domingo ordenando o restabelecimento do canal, o que foi mais uma vez revertido por Kassio nesta terça. A solução para a controvérsia tende a ser definida pelo plenário do TSE ainda nesta semana.

Após Kassio ter definido que o "Exército de Lula" só poderia voltar a funcionar sob determinadas condições, como a comunicação dos endereços eletrônicos à Justiça Eleitoral, a campanha petista decidiu registrá-lo no TSE.

No entanto, o canal só deve retornar após 48h, seguindo uma resolução do tribunal. Desde a noite de terça, o grupo exibe a mensagem "canal fechado neste país: Brasil" para quem tenta acessá-lo.

Fake news

A ação ajuizada por Flávio afirmava que circulavam no canal conteúdos com fake news sobre Nossa Senhora Aparecida, ligação do candidato com milícias e lavagem de dinheiro na Kopenhagen, além de cortes em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

No entanto, o jurídico de Flávio não anexou nenhum documento relativo a isso, sejam atas notariais ou registros digitais mostrando o conteúdo encontrado no canal.

A área técnica disse não ter encontrado os conteúdos citados por Flávio no canal. A campanha bolsonarista, por outro lado, alega que em 18 minutos, 219 mensagens foram apagadas do meio digital.

Nesta quarta, a campanha de Lula pediu que o TSE também suspenda o canal "Tropa do Flávio", criado pela campanha adversária como uma resposta ao grupo de Janones. A Folha mostrou que o canal bolsonarista associou falsamente a imagem de uma jovem aparentando usar cocaína à manifestação a favor de Lula na avenida Paulista.

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