A temporada de chuvas e calor intenso vai colocar Campinas em estado de atenção mais cedo neste ano. A Operação Chuvas de Verão começa oficialmente nesta quarta-feira (14), com a antecipação do Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil em todo o Estado de São Paulo. A medida foi adotada em razão dos efeitos previstos do fenômeno El Niño, que podem influenciar as condições meteorológicas nos próximos meses.
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Em Campinas, a operação prevê o reforço do monitoramento das chuvas e das temperaturas, com utilização de radares e estações meteorológicas para identificar situações de risco. As informações vão orientar decisões como o fechamento preventivo de parques públicos e unidades escolares, além da mobilização de equipes para atender ocorrências relacionadas a temporais e calor extremo.
O trabalho também contará com a integração entre a Defesa Civil e o Centro de Controle Operacional (CCO) da Emdec, responsável pelo acompanhamento das condições de trânsito. A proposta é identificar rapidamente alagamentos e outras situações que possam comprometer a circulação de veículos e pedestres, permitindo a adoção de medidas preventivas.
Última operação teve quase 1,7 mil ocorrências
O balanço da temporada anterior mostra a dimensão dos desafios enfrentados pela cidade. Entre dezembro de 2025 e março de 2026, a Operação Chuvas de Verão registrou 1.688 ocorrências em Campinas, das quais 1.190 foram encaminhadas para atendimento de outros setores municipais.
O calor também exigiu atenção das autoridades. Durante o período, foram contabilizados 38 estados de atenção, nove estados de alerta e um estado de alerta máximo por altas temperaturas. Em relação às chuvas, a Defesa Civil registrou 33 dias em estado de atenção.
Segundo o diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, o início antecipado da operação permitirá ampliar a capacidade de resposta do município diante de situações meteorológicas adversas.
“Antecipar a operação é fundamental para preparar as equipes e fortalecer a integração entre os órgãos envolvidos. O monitoramento das condições meteorológicas e das áreas de risco permite agir com mais rapidez, adotar medidas preventivas e reduzir os impactos das chuvas e das altas temperaturas para a população”, afirmou.
Além da prevenção de alagamentos e outros transtornos provocados pelas tempestades, o plano contempla medidas para reduzir os impactos das temperaturas elevadas sobre a saúde da população.