'EXÉRCITO DO LULA'

Área técnica do TSE não encontra conteúdo citado por Flávio

Por Catia Seabra e Luany Galdeano | da Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min
Agência Brasil
Campanha de Flávio Bolsonaro pediu para TSE investigar  canal 'Exército do Lula', administrado pelo deputado federal André Janones
Campanha de Flávio Bolsonaro pediu para TSE investigar canal 'Exército do Lula', administrado pelo deputado federal André Janones

A área técnica do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmou não ter identificado no canal "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), conteúdo que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) citou para denunciar o grupo à corte.

A análise da área é uma resposta a pedido feito nesta segunda (12) pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, para que a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do órgão investigasse o conteúdo.

"Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos", afirmou o relatório.

Atendendo a um pedido da campanha de Flávio, que acusa Janones de utilizar o canal para disseminar informações falsas e coordenar ataques contra sua candidatura, Kassio mandou censurar o canal, o que gerou uma série de críticas internas à sua atuação.

O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral do TSE, derrubou a censura de Kassio e determinou que o "Exército do Lula" voltasse a funcionar.

O canal já reune mais de 3 milhões de usuários e é uma das apostas da campanha de Lula para mobilizar a tropa digital.

O ministro Cueva pediu que o tema seja incluído na primeira sessão virtual regimentalmente disponível, com apreciação urgente, preferencialmente em até 24 horas.

Neste domingo, ele determinou que a assessoria do TSE investigasse o conteúdo publicado no canal e informasse se havia circulação de conteúdo distribuído pelo canal em outras plataformas digitais e ainda se haviam sido adotadas providências para avaliar "riscos à integridade do processo eleitoral".

A guerra jurídica entrou no discurso dos candidatos. Nesta segunda, Lula cobrou Kassio e disse que presidente do TSE 'não pode ter lado'.

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